Sábado, 31 de Outubro de 2009

Briosa de luto, o basquetebol também e outra vez

 

E já que andamos numa de basquetebol, infelizmente por razões péssimas, continuemos. Faleceu esta semana um dos melhores jogadores portugueses da modalidade de sempre e que, ainda criança, tive a oportunidade de ver jogar em várias e renhidas disputas de jogos e títulos entre o Barreirense e a Académica, fixando para sempre na memória o seu grandioso talento desportivo e de tal forma impressiva que me parece ainda estar a vê-lo jogar. Aliás, a classificação de melhor basquetebolista português por parte dos adeptos que vivem o basquetebol há mais tempo, oscila, segundo os critérios, os gostos e as paixões, entre ele e Carlos Lisboa. Refiro-me a Mário Mexia (na foto, em baixo e com o número 12), basquetebolista da Académica (único clube de que vestiu a camisola) e da Selecção de Portugal, praticante da modalidade durante treze épocas, em que realizou 372 jogos sem que alguma vez tenha sofrido uma qualquer sanção disciplinar. Puxando eu então pelo Barreirense, muito sofri com os efeitos devastadores do enorme talento e alta performance de Mário Mexia. O que em nada me diminuiu a estima e a consideração por este atleta de eleição. Pelo contrário, rivais fortes são o sal de qualquer desporto.
 
A final de amanhã (16h00, Coimbra) do Torneio António Pratas, entre o Guimarães e o Benfica, é antecedida de uma justíssima homenagem aos dois recentes desaparecidos do mundo do basquetebol -  Kevin Widemond e Mário Mexia. Conto não faltar.

 

Publicado por João Tunes às 18:04
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Um triplo pela saúde pública

 

Na mesma linha do que postei aqui, Sérgio Ramos, basquetebolista do Benfica e um dos patrocinadores da petição que vai ser lançada a exigir a obrigatoriedade do apetrechamento com desfibrilhadores nos recintos desportivos e nos locais de aglomerações colectivas, deu uma esclarecedora entrevista ao site da Federação de Basquetebol:
 

É evidente que o Benfica joga para vencer todas as finais em que participa, mas a de domingo – final do Troféu António Pratas – terá sempre um travo amargo. Julga que esta final poderá funcionar como a melhor forma de homenagear alguém que faleceu a jogar basquetebol, para exorcizar as imagens e os momentos vividos por todos vocês que estavam presentes naquela fatídica tarde?

Esta final só pode ser encarada como uma forma de homenagear o Kevin. A vitória deixa de ter qualquer significado depois da tragédia que aconteceu no domingo. Não devemos esquecer nem enfiar a cabeça na areia como se nada tivesse acontecido. Não podemos permitir que o mínimo obrigatório exigível por lei seja a presença de uma maca, quando, a nós atletas, exigem o máximo em todos os sentidos. Se existissem no pavilhão meios de socorro disponíveis para a reanimação do Kevin era provável que ainda estivesse vivo. Um desfibrilhador teria dado ao Kevin uma última oportunidade de lutar pela sua vida. Infelizmente não existia nenhum e a tragédia aconteceu.

Sei que lidera uma petição com o objectivo para que algo seja feito no sentido de modificar as condições necessárias a uma prática desportiva. Quer aproveitar a ocasião para divulgar aquilo que pretende?

Todos nós, como atletas e cidadãos responsáveis, temos o dever de lutar para mudar uma lei que está obsoleta e ultrapassada. Devemos exigir que seja obrigatório a presença de desfibrilhadores, não só em recintos desportivos, mas também em escolas e em locais públicos com grande aglomerado de pessoas (aeroportos, centros comerciais, etc…,), bem como a utilização dos mesmos por pessoal não médico devidamente formado. É neste sentido que vai ser criada uma petição online, liderada pela Associação Desportiva Ovarense e com o apoio de grande parte dos basquetebolistas nacionais, com o objectivo de sensibilizar o governo e as entidades competentes para a importância de serem adoptadas estas medidas com o intuito de salvar o máximo de vidas possíveis. Esperamos que se possam unir a esta causa, não só o basquetebol, mas todas as outras modalidades, bem como cidadãos em geral.

 

Publicado por João Tunes às 01:16
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A ministra sindicalista

Não podem estar em causa as competências e apetências da ministra do trabalho. O tempo o dirá. Face a duas das maiores espinhas no mundo laboral espetadas na sociedade portuguesa e que sangram dramas em tantas famílias e na esperança colectiva num futuro melhor – o gigantismo do desemprego e a medonha mancha do trabalho precário. Mas tem direito pleno ao benefício da expectativa. Badalados que foram a origem e o passado sindicalista da senhora ministra, o patronato reagiu de imediato com o seu preconceito pavloviano de classe, como se uma façanhuda metalúrgica, com músculos inchados à força de colocar rebites, fundamentalista de plenários, greves e pontapés nas canelas de encarregados e patrões, se tivesse içado ao gabinete ministerial da Praça de Londres. Ou seja, procurou logo, a abrir, pressionar o governo e o lado sindical, expelindo alergias e desconfortos. E, no entanto, estes mesmos chefões patronais, sabendo e sublinhando que a senhora ministra foi de facto sindicalista, também conhecem qual o seu sindicalismo curricular – uma passagem pelo aparelho burocrático das relações internacionais da UGT que desembocou numa carreira internacional no aparelho burocrático da CES. Ao fim e ao cabo, uma carreira técnico-burocrática no mundo do sindicalismo conciliador, o que não tem nada de mal se, como todos os testemunhos confirmam, o fez com zelo e competência, mas com muito mais gabinete, relatórios, pareceres, intercâmbios e viagens que vivência concreta dos problemas e conflitos laborais da fábrica que fecha, do despedimento colectivo, no abuso do lay-off e dos pontapés na contratação colectiva e nos direitos sindicais. Porquê então a rábula patronal de asco anti-sindical? Perguntando de outra maneira, a rábula não estava montada na própria nomeação? O tempo, tempo breve, responderá.

 

Publicado por João Tunes às 00:35
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Bom vento em Espanha

 

As torres de marfim só servem para jogar xadrez. E um intelectual, uma pessoa da cultura, só se alheia da sua embalagem social se tiver um intelecto pequenino. Não deve, por mor da sua independência criativa e da sua honestidade cultural, seguir cartilhas, ordens de burocratas partidários, fixar-se em modelos e em mensagens, ser zarolho a julgar as tiranias, mas não pode nem deve evitar sensibilidades aos gritos e juntar-se a eles quando estes se impõem. Indignados com as "respostas" à crise, geridas por bombeiros que apagam os fogos nos rabos dos pirómanos e deixam arder os fogos do desemprego, da pobreza e da desqualificação, um grupo de 297 artistas e intelectuais espanhóis lançaram um grito colectivo clamando por “outra política e outros valores para se sair da crise”. Apresentaram o seu manifesto não aos partidos de poder ou contrapoder mas sim aos secretários gerais das duas principais centrais sindicais espanholas (CCOO e UGT), talvez convictos que os bloqueamentos políticos se resolvem pelo desbloqueamento social.  
 
Manifesto aqui, notícia aqui.

 

Publicado por João Tunes às 15:47
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Boa malha

 

Colhida aqui.
Publicado por João Tunes às 22:15
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Lembrando Ben Barka

 

O assassinato, durante o seu exílio em França, de Mehdi Ben Barka, há exactamente 44 anos, teve contornos que apelam a semelhanças com a liquidação pela PIDE de Humberto Delgado. Ben Barka, um dirigente marroquino da oposição ao regime despótico do rei Hassan II, muito imbuído da influência pela revolução cubana, foi assassinado em 29 de Outubro de 1965 depois de uma cilada montada em Paris, onde se encontrava refugiado. O cérebro da operação foi Mohammed Oufkir, ministro marroquino do interior e carrasco sinistro de qualquer dissidência no reino, mas esta operação criminosa (o cadáver desapareceu e foi incinerado) contou com o apoio da CIA, dos serviços secretos franceses (De Gaulle era o Presidente) e da Mossad israelita. A liquidação de Ben Barka, como foram as de Trotsky, Delgado e muitos outros (em número, foi a NKVD/KGB e suas filiais quem mais assassinou opositores e dissidentes exilados), hoje ainda uma rotina criminosa na Rússia, pertence à galeria dos crimes cometidos por tiranias que estendem o seu “braço longo do crime político” para decepar lideranças de oposições que incomodam ou de vozes de denúncias proibidas, onde quer que se encontrem. Normalmente, contando com cumplicidades não menos criminosas que as acções dos mentores e capangas. Lembrar Ben Barka é repetir a afirmação de um princípio que devia ser básico: a política não pode ser lugar nem motivo para o crime (só ficam dispensados deste axioma político, por coerência, os que consideram Oufkir, Silva Pais ou Ramon Mercader como santos dignos de um altar).

 

Publicado por João Tunes às 19:34
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Pela democracia, fim ao embargo

 

Durante esta semana, a ONU aprovou, por esmagadora maioria (com o voto de Portugal), mais uma resolução favorável ao fim do embargo económico dos Estados Unidos a Cuba. A revogação da estupidez deste embargo é um dos desafios colocados a Obama e vai ser uma demonstração conseguida ou falhada da eventual capacidade de, ao contrário dos seus predecessores, se libertar do sequestro político do lobby dos cubanos anti-castristas, fortíssimos em Miami e congelados no ressentimento. Que está a dar passos nesse sentido, já Obama deu sinais ao liberalizar algumas medidas restritivas das remessas permitidas de dinheiro por parte dos familiares emigrados. Falta o grande passo, o da coragem e inteligência, terminando com uma estupidez entre as mais antigas nas relações internacionais e para condenação de regimes ditatoriais. Se não se entende como é que os filo-castristas se abespinham contra o embargo pois que não explicam como é que a falta de comércio com a pátria do imperialismo possa afectar uma sociedade socialista livre do capitalismo, menos entendível é que a Administração dos EUA não vislumbre esta evidência meridiana: o incremento no acesso a bens por parte dos cubanos, a sua distanciação da penúria, só aproxima os cubanos dos valores da liberdade e da democracia, sabendo-se, como se sabe, que barriga vazia nunca ajuda à apetência pelo prazer de se viver livre. Além, é claro, de retirar à propaganda nacionalista da ditadura castrista um dos álibis com que justifica a pobreza e opressão na Ilha-Prisão.

 

Publicado por João Tunes às 18:52
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Coerência saltando à vara por cima de penedos?

 

O que se disse sobre autarcas-arguidos e deputados-arguidos aplica-se, ainda com maiores motivos, aos gestores-arguidos. Gerir património empresarial do Estado é gerir dinheiro de todos os cidadãos. Assim, todo o dinheiro surripiado para o bolso é roubo ao povo. Sendo-se arguido, independentemente da futura sentença, deixa de se ter cara para, representando-o, o Estado ter a única cara que pode ter, a de incorruptível. A coerência do PS-governo está posta à prova. Se não quiser sair como arguido deste teste, obviamente demitam-nos. E se o tribunal os absolver, arranjem-lhes então novas prebendas gestionárias, o que não é nada difícil.

 

Publicado por João Tunes às 16:33
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O crash de 29 e as ilusões apocalípticas

 
Precisamente há 80 anos, ocorreu o crash bolsista em Wall Street que abalou o mundo. Na Alemanha, ajudou ao aprofundamento radical da crise ali vivida após a derrota na I Guerra Mundial e permitiu a subida do nazismo ao poder e os efeitos mundiais associados. Enquanto, no mesmo ano – 1933 - em que Hitler se apoderou do poder alemão, Franklin D. Roosevelt lançou o programa New Deal que não só relançou a economia norte-americana como a mundial. O paradigma comunista (ou, mais precisamente, revolucionário) sempre fixou o crash de 1929 como o momento apocalíptico mais alto e mais desejado do anúncio da eminência do fim do capitalismo (o dogma da finitude do capitalismo, a morrer vítima das suas contradições internas, é o mais recorrente da cartilha marxista-leninista). Numa euforia de esperança ideológica que se iria repetir em 2008, com o advento de uma crise financeira que traria, supunham os revolucionários serôdios, a “confirmação” da “morte capitalista anunciada” de 1929 e a “vingança” do suicídio comunista de 1989-91. Mas, no sistema capitalista norte-americano e no mundial, o que o crash de 1929 trouxe, de duradoiro, foi o New Deal e, por causa dele, a criação da base económica que permitiu não só a derrota do nazi-fascismo (incluindo o apoio decisivo prestado à URSS para suportar o esforço de guerra soviético no seu embate com a máquina militar nazi) como a reconstrução europeia depois da II Guerra Mundial com subsequentes décadas de prosperidade nunca antes alcançadas pela maior parte dos povos europeus. Não sendo fácil alijar-se um dogma, haja então paciência, muita.
Publicado por João Tunes às 12:24
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Ratio capaz de tornar feliz qualquer controleiro, chegando ao que Silva Pais não alcançou

 

informadores incluídos, a Stasi terá tido um espião por cada 66 cidadãos da RDA
 
Adenda: Sobre este ratio, a historiadora Irene Pimentel, autora do post de que se fez link, em comentário colocado aqui, esclarece que ele é referente apenas aos informadores pagos. A relação, no total de informadores (pagos e não pagos, recrutados ou voluntários) atingia o número impressionante de um informador da polícia política leste-alemã por cada 6,5 cidadãos da RDA. Este número condiz com o indicado por Peter Molloy e referido num outro comentário, o de Miguel Cardina. Esta precisão transforma, ainda mais, o pesadelo da RDA como estado policial em algo de inimaginável enquanto sítio onde se pudesse viver fora de um quadro de aptidão para a cidadania paranóica.

 

Publicado por João Tunes às 22:58
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A infelicidade começa aos 45

 

Segundo um estudo internacional traduzido numa “World Database of Happiness”, na qual se apura a média em cada país que articula a esperança de vida com a satisfação em se viver, em Portugal é-se feliz até se fazer 44,6 anos. Entretanto, os nossos vizinhos conseguem-no até aos 58,8 anos. O que significa que os espanhóis só perdem o gosto por viver 14 anos (!) mais tarde que nós.
 
(notícia aqui)

 

Publicado por João Tunes às 12:43
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Filho de Miterrand sabe traficar

 

Jean-Christophe Miterrand, na foto, não degenera dos seus. O filho de um Presidente da República Francesa que fora funcionário de Vichy e depois se transformou em figura grada da brutal repressão colonial francesa na Argélia (uma mancha inapagável na história do PS francês) até se guindar à Presidência da República com suporte numa coligação entre socialistas e comunistas, acaba de ser condenado a uma pena de prisão suspensa pelo seu envolvimento no Angolagate, um caso de tráfico de armas com Angola em meados dos anos 90 em que o exército do MPLA, por contrabando e à margem das leis e autoridades francesas, era abastecido com armas adquriridas nos territórios ex-soviéticos. 

Publicado por João Tunes às 23:46
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O busílis na “questão central”

 

Recolhido entre os “comentários”, os da categoria de não insanos, colocados aqui (*):
 
É possível um socialismo sem os gulags, sem as limitações à liberdade de imprensa e sem as paradas militares? Ao fim e ao cabo sem os “erros” apontados à posteriori ao regime soviético (e quem diz ao soviético diz ao chinês, norte coreano, cubano, etc)? E, um socialismo assim, terá terreno para ser algo mais do que uma social-democracia?
Ou, expondo a contradição, poderá ser esse “socialismo” que (à partida, condenando os gulags, as limitações à liberdade de imprensa, etc), tendo de se ater e conviver com os valores da democracia burguesa, almejar mais do que aquilo que hoje designamos por social-democracia?
Penso que este problema não é só meu. Penso que este é um problema da esquerda portuguesa (e não só), e não adianta chutar a bola para a frente agitando “lapsos” ou “indefinições” ideológicas quando estas estão assentes em tamanha contradição.

 

Publicado por João Tunes às 21:31
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Mulheres em tempo de crise

 

Não deixa de ser interessante, revelador é sem dúvida, que num ranking de classificação dos países quanto a igualdade de género (comparando, para homens e mulheres, as oportunidades económicas, o poder político, a educação e o acesso a cuidados de saúde), seja a Islândia, país que viveu mais profundamente a crise económica e financeira, mergulhando na bancarrota, que ocupa a liderança (em 2008, estava em quarto lugar) (*). Nada como haver problemas, chatices, bloqueios e broncas, para as mulheres terem de saltar para o lombo da sociedade para lhe dar tino e rumo, libertando-se da penumbra e da subalternidade.  
 
(*) - Portugal desceu de 41.º para 46.º lugar. Por falta de quantidade de crise
 
(notícia aqui)

 

Publicado por João Tunes às 18:46
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Também não é preciso andarem sempre a exagerar...

 

Quando comprei o "Red Pass", a minha ideia era fazer poupança comprando por atacado um lugar marcado para assistir a uma época de um dos melhores espectáculos do mundo. Preparado para alegrias, tristezas e umas tantas demonstrações de génios e outras mais de mediocridades enfadonhas. Mas sempre com o sossego contemplativo a dominar, admitindo uma ou outra excitação, moderada, à mistura. É que, sendo o Benfica a minha única religião, sofro de falta de espírito de claque (não insulto árbitros, não assobio adversários, sei ver benefícios e prejuízos para os dois lados, defendo o fair play). Além de que a principal (enorme) vantagem de se ver uma partida de futebol ao vivo é a visão de conjunto, com a possibilidade de se estar a desenhar o início de uma jogada e, ao mesmo tempo, adivinharem-se as hipóteses de finalização, numa espécie de ballet aleatório em que se fazem apostas permanentes sobre finais de lances (a televisão dá o pormenor mas é incapaz de dar a visão mais bonita e mais expressiva, a de conjunto, em que as duas equipas se encaixam ou desequilibram). Afinal, no que me fui meter, ando num quase permanente senta-levanta, pareço mais um ginasta histérico de bancada que o pacato adepto de futebol que sou. Acabem com os exageros, 2-0 chega perfeitamente para se ser um campeão tranquilo. E, por este andar, uma próxima vitória curta e sofrida, a mais gostosa, vai saber a decepção.

Publicado por João Tunes às 11:59
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