Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Um umbigo na ribalta mas em crise

Publicado por João Tunes às 00:55
Link do post | Comentar

E também há a direita caceteira

 

Ouvido o discurso de Sócrates, não tenho a certeza de que ele tenha percebido tudo. Há gente que só à paulada. Também se arranja, num futuro próximo.

 

Publicado por João Tunes às 00:30
Link do post | Comentar

O parlamento que não deixa sorrir por causa da facção disruptiva que rebenta com os fusíveis de qualquer cavalheiro que descobre pertencer a uma direita débil

(…) o novo parlamento eleito exibirá nos próximos anos uma grossa maioria de esquerda que inclui uma significativa facção disruptiva, própria de democracias imaturas. Insisto na ideia de que uma direita débil é o primeiro sinal de um país pobre, estagnado e deprimido. Características que suspeito se acentuarão nos próximos tempos, por mais injecções de capital que se processem nas obras públicas e na providência social. Esta perspectiva e o bem que quero aos meus filhos e ao meu país desfaz qualquer vontade que eu tivesse de sorrir.

 

Publicado por João Tunes às 00:17
Link do post | Comentar
Sábado, 26 de Setembro de 2009

Se reflexão é para reflectir, esta é sobre a utilidade e a necessidade

 

O PS só será de esquerda se for forçado a isso. Porque o seu socialismo é elástico mas adquiriu uma deformação por vício de inércia de só esticar para a direita. É preciso torcer o elástico, puxando-o para a banda contrária, a que nunca visitou. O pacto entre Sócrates - um viciado no centrismo - e o situacionismo em que o partido cristalizou impedem que a “banda esquerda” do “elástico” seja puxada de dentro. Esta campanha demonstrou-o. Foi a erosão à esquerda do seu eleitorado que “virou” a campanha do PS para que esta se aproximasse, em discurso, da esquerda e daí contivesse a investida da direita, desarticulando-a, recuperando dos danos do erro de casting cometido nas europeias em que o PS teve a ideia peregrina e suicida de dar a cabeça da lista a um situacionista mais papista que o papa. O Bloco de Esquerda, até como prémio à franqueza escancarada com que exibe as suas debilidades e incongruências, merece a oportunidade de assumir a responsabilidade de puxar a governação do PS para a esquerda em vez de se acantonar na radicalidade infantil do protesto. Por razões políticas e sociais: a taxa do desemprego, as disparidades sociais extremadas, a dignificação dos pobres substituindo a caridade por direitos e dignidade, a podridão da política externa herdada de Amado, pela superação dos atavismos que bloqueiam a modernidade nos costumes, a necessidade de temperar decisões e reformas com o diálogo, a recolocação de valores e da utopia no projecto e no programa. O encontro entre o PS e o Bloco dar-se-á quando o primeiro se dispuser a casar reformas com justiça social e o segundo a deixar cair a ganga da demagogia que lhe está agarrada às fraldas. Ocorrendo agora ou mais à frente mas cedo ou tarde a realidade vai impô-lo, dinamizado de cima para baixo ou de baixo para cima. Para já, mais votos no PS que lhe dessem nova maioria absoluta dariam em mais do mesmo Sócrates. Enquanto mais votos no Bloco são uma oportunidade de mais esquerda para a esquerda. Portanto, dar-lhe-ei o meu voto, que mais que útil é o que julgo ser necessário.

 

Publicado por João Tunes às 15:44
Link do post | Comentar | Ver comentários (4)

Homicídio de um gajo giro porque foleiro

 

Também o acho giro. Gosto sobretudo da acidez que tantos lhe criticam. Vai bem com o cabelo grisalho, bem cortado, com os fatinhos janotas, os sapatos irrepreensíveis. Nos debates, quando o vejo a fazer aquele ar enjoado, baixando as pálpebras com aborrecimento, enquanto o Jerónimo de Sousa perora sobre a situação dos trabalhadores da autoeuropa, suspiro. Que lindo homem. Uma estampa. Aprecio a sobranceria, a arrogância, aqueles modos que roçam quase a má educação. As mulheres gostam de homens assim. Um bocadinho maus. A virilidade não se mede só pelo número de pêlos no peito ou pela aptidão para ficar durante várias horas a falar sobre as maravilhosas pernas do Pablito Aimar. Mede-se muito pela capacidade de rosnar. Fico enjoada quando topo com um político muito delicado, muito educado, muito falso, muito dialogante, sem sangue nenhum na venta, sorrindo sempre, sorrindo a todos, tipo António José Seguro. Aprecio nos políticos as qualidades que aprecio nos homens. O PM sorri e a gente percebe que o faz com esforço. Algum assessor, antes do debate, lhe explicou que era importante sorrir. O PM pode ter muitos defeitos, mas é sempre, sempre, sempre genuíno. Porque mesmo quando é falso, isso acontece muitas vezes, aquilo é tudo tão de pechisbeque, de fancaria, que não engana ninguém. Acaba por ser genuíno.
De resto, para além da total incapacidade para disfarçar a petulância, não lhe aprecio mais nada.

 

Publicado por João Tunes às 00:14
Link do post | Comentar | Ver comentários (3)
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

À boca das sondagens

 

Se uma má política desgasta um governo, uma má oposição favorece quem foi mau governo. É o que mostram as últimas sondagens. Quase todos os partidos pedalaram para ganhar votos durante a campanha. Mas um deles, o Bloco, teve a capacidade única de emtrar na campanha a ter um bom molho de votos no regaço e depois desperdiçar uma parte importante deles por causa de uma má campanha assente num péssimo programa pautado pela ânsia de competir em radicalidade com o PCP. Esta postura teve como efeito perverso não menor homogeneizar com os comunistas o “voto de protesto de esquerda”, diluindo as diferenças entre “protestar” usando a cartolina BE ou a do PCP e em que a atitude complacente e mesmo camarada de Louçã para com Jerónimo no debate entre os dois sublinhou na percepção dos eleitores dispostos ao castigo do PS pela esquerda. As nacionalizações metidas a martelo e os critérios de deduções fiscais no IRS corroeram a credibilidade dos dirigentes bloquistas e decepcionaram muitos dos putativos eleitores em trânsito do PS para o Bloco. Sócrates teve a arte cirúrgica de lancetar estes dois tumores demagógicos no discurso de Louçã, o que num partido de eleitores e hipercentrado no seu líder tem efeitos fortes e imediatos na adesão eleitoral que o suporta. Depois, uma desgraça nunca vem só, Alegre (seguido por Soares) sancionou e dinamizou o regresso de uma boa parte do eleitorado “de esquerda” do PS ao PS, desarticulando um dos mais fortes trunfos da teia de enamoramento bloquista nesta fatia volátil do eleitorado socialista e em que a “carta Alegre” (tipificando uma rebeldia socialista de esquerda) era uma manilha de trunfo. Louçã poderá ser um excelente economista mas demonstrou que, como gestor de eleitorados, junta inabilidades grossas com desfavores da sorte política. Estando à beira de ter um resultado histórico e espectacular, o que abria caminhos e dinâmicas imprescindíveis à recomposição e vitalização da esquerda, Louçã e o Bloco, se conseguirem, mesmo que à tangente, colocarem-se em terceiro lugar no ranking parlamentar, têm a obrigação política de, com humildade, reflectirem nas formas de lidarem com cidadãos eleitores suficientemente maduros para não fazerem apostas eleitorais por via do tremendismo. Tanto mais que tudo indica que perde sustentação qualquer ímpeto de basófia radical no seu comportamento futuro para com o PS, deixando a função extremista de esquizofrenia revolucionária para o PCP. Oxalá a euforia gerada pela prevista duplicação do número de deputados bloquistas não tolde a sua percepção do potencial realista de recomposições que levem a uma política de esquerda que seja projecto e poder.
 

Não vejo nas indicações das últimas sondagens qualquer movimento de voto útil, à esquerda e à direita. Da campanha desastrosa do PSD e da sua desastrada líder, anda Portas a colher as inclinações dos decepcionados e que junta às franjas da extrema-direita. E o PS, afinal, se recuperou parte do “eleitorado perdido” pela sua péssima governação, devendo agradecer essa performance a Alegre e à inabilidade bloquista, não vai recuperá-lo todo e terá de lidar com o quadro de governar em maioria relativa. Mas, inquestionavelmente, Sócrates redemonstrou nesta campanha, sobretudo para quem muito o subestimou, que é um dotado em assinalável tenacidade política e capacidade de defrontar e dar a volta a situações de aperto. E a fulanização dos rancores de toda a oposição numa convergência diabolizante de Sócrates deu-lhe um protagonismo exarcebado que a egolatria do líder do PS, vitimizando-se e pedindo meças em energia e flexibilidade de cintura, agradeceu e explorou até à exaustão, com o máximo sucesso possível. Não se sabe o que é que Sócrates, quando reconduzido à função de primeiro-ministro, vai conservar da “viragem à esquerda” (sobretudo se o PSD entrar em nova convulsão interna) a que teoricamente procedeu durante esta campanha e que "socialismo possível" benzido por Alegre nos espera. Prevejo que tente regredir, até pelas atitudes de governo que tomou em plena campanha, como as da recondução de Barroso e da vergonhosa gestão do seu miserável ministro dos negócios estrangeiros (na sua participação na festarola de um ditador, na indicação de voto de um pirómano de bibliotecas para a direcção da UNESCO, na sua inacção em sair da sala da AG da ONU quando o louco que governa o Irão se desbocou em obscenidades políticas), as quais, só por si, me impediriam de votar PS. Por tudo isto, do ponto de vista da esquerda (o que me interessa), o papel do Bloco vai ser decisivo se demonstrar arte para os desafios que tem pela frente. Dou-lhe o benefício da dúvida e por isso, mas só por isso, lhe irei dar o meu voto.

 

Publicado por João Tunes às 23:27
Link do post | Comentar | Ver comentários (11)

Crónica de um sisudo desconfiado pronto a passar á clandestinidade

 

Correia da Fonseca, o observador do “Avante” das emissões televisivas, no registo habitual de quem vive num pesadelo paranóico de perseguido prestes a passar à clandestinidade, não apreciou a entrevista feita a Jerónimo de Sousa por Ricardo Araújo Pereira nos “gatos fedorentos”. Mas, desta vez, CF isenta o entrevistador de culpas pelo insucesso humorístico. Nem, diz ele, de qualquer falta de vocação de Jerónimo para dizer “óptimas e oportunas piadas”. Então o que falhou, segundo CF? Dois factores: - a sisudez marxista-leninista que incompatibiliza a muita seriedade das suas lutas com “um clima de boas larachas”; - a inibição desconfiada com que os comunistas entram em estúdios de televisão “como quem pisa um terreno que de um momento para o outro se lhe pode revelar hostil” (que, no caso, CF diz que não aconteceu desta vez mas que isso só se soube quando o programa acabou). Esta peça de CF (leia-se o texto que a seguir se transcreve), acerca de uma prestação do seu secretário-geral vista por uma larga audiência e em que ele se saiu bem (muito melhor que nos debates, em que esteve encolhido e sem capacidade para sair da cassete) e terá somado mais algumas simpatias e outras tantas condescendências, para o que terá contribuído a capacidade coloquial de Jerónimo e a forma gentil e cúmplice como o entrevistador o ajudou a "sair por cima", é um sinal do extremismo vitimizador a que no PCP se recorre para se encerrarem na sua fortaleza e não se abrirem à comunicação e ao mundo. Ou então há um qualquer fármaco que falta na lista dos comprimidos que CF toma regularmente.
 
Escreve Correia da Fonseca:    
 

Com razão ou sem ela, não me pareceu que a presença de Jerónimo de Sousa no actual programa do Gato Fedorento tenha resultado numa emissão muito divertida. Nem me parece, de resto, que fosse necessário que o resultasse. De tudo quanto ali se ouviu, o que mais me agradou foi a forma como Ricardo Araújo Pereira caracterizou o «socialismo» do governo Sócrates: um socialismo de segunda ordem, «um socialismo comprado nos ciganos». Mas a efectiva ou suposta falta de graça no resto do programa não é consequência de uma eventual menor vocação de Jerónimo de Sousa para um convívio polvilhado de boa disposição com óptimas e oportunas piadas a condizer. A questão será bem outra: é que para um comunista a vida política não é uma actividade secundária, nem uma curiosidade transitória, nem uma oportunidade de emprego, nem um diletantismo: é uma luta permanente e um compromisso com os outros. Quer dizer: é uma coisa muito séria que é difícil, embora não impossível, compaginar com um clima de boas larachas. Para mais, e mesmo independentemente do perfil do Gato Fedorento e de Ricardo Araújo Pereira em especial, é sabido que os comunistas não estão habituados a terem «boa TV» como não estão habituados a terem «boa imprensa», pelo que é inevitável que sempre se sintam num estúdio de televisão como quem pisa um terreno que de um momento para o outro se lhe pode revelar hostil. Não aconteceu isso, é certo, com esta entrevista feita por Ricardo Araújo Pereira, mas em rigor só o ficámos a saber quando a conversa terminou.

 

Publicado por João Tunes às 18:03
Link do post | Comentar | Ver comentários (3)

Aqui que ninguém nos escuta, tratou-se de um convite muito oportuno

 

Talvez o Papa, encomendando-o em Fátima, venha permitir que Cavaco Silva se arraste até ao fim do primeiro e único mandato presidencial. Talvez.

 

Publicado por João Tunes às 17:22
Link do post | Comentar

Vital ainda não recuperou da “borrada europeia” e entrou em desatino crónico

 

Como é evidente, uma elevada votação no Bloco só pode favorecer a direita, à custa do PS.
 (…)
 Ninguém duvida que, caso o PSD ganhasse as eleições (do que parece estamos livres), as celebrações seriam tão esfuziantes na sede do BE como na sede laranja.

 

Publicado por João Tunes às 13:17
Link do post | Comentar | Ver comentários (5)

Dizendo de outra forma, sem sair da metáfora, menos se entende dar um abraço ao voto útil por gente que não se cansa de nos envergonhar

 

Manuel António Pina no JN:
 
A questão que se põe é saber se é legítimo, em política, aliarmo-nos ao diabo e deitar pela borda fora princípios e valores desde que ganhemos alguma coisa com isso; ou, como dizem os "gangsters" nos filmes, se a política não tem nada de pessoal, que é como quem diz de moral, é "only business". Pelos vistos, para o actual Governo (de um PS que não só meteu o socialismo na gaveta como não guardou dele outro resquício ideológico, já nem digo ético, senão alguns "slogans" para uso eleitoral), é. Eu, cidadão, estou antes com Borges e, se "compreendo o beijo ao leproso, não compreendo o aperto de mão ao canalha".

 

Publicado por João Tunes às 12:53
Link do post | Comentar

Finalmente, tirou a agenda política e colocou-a em cima da mesa

 

Presença na mesa principal [de um jantar-debate do PSD no Porto] do director do Público surpreendeu a assistência.

 

Publicado por João Tunes às 12:39
Link do post | Comentar

Que raio de comunicação social chega às mesas dos funcionários da Soeiro Pereira Gomes?

 

Uma vitimização tola:
 
Não é por acaso, aliás, que mais uma vez nesta campanha eleitoral os órgãos da comunicação social dominante – todos: quer os que são propriedade do grande capital, quer os que, devendo ser públicos, são de facto servidores exclusivos da política de direita – colocaram o seu tempo, o seu espaço e as suas simpatias ao serviço da propaganda do BE.
E também não é obra do acaso a hostilidade manifestada pelos mesmos média em relação à campanha da CDU.
 

(No Editorial do “Avante” de hoje)

 

Publicado por João Tunes às 00:35
Link do post | Comentar
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Não digam o que dizemos

 

Partamos para as próximas eleições «com as armas que temos nas mãos» e que são poderosas. Barremos o caminho do regresso à censura e ao fascismo. Recusemos, pelo voto consciente, o retorno aos tenebrosos tempos da Santa Inquisição.
 
(no “Avante”)
 
Jerónimo de Sousa foi claro ao dizer que não concorda que «qualquer hipotética vitória do PSD» seja um «regresso ao 24 de Abril».
 
(Jerónimo de Sousa, hoje, em campanha)
 
Consequência da retórica eleitoral do PCP: Censura, fascismo, Inquisição, são perigos que só existem no PS. É?

 

Publicado por João Tunes às 23:56
Link do post | Comentar | Ver comentários (1)

Bem apertadinhos ainda garantem construir-se o TGV mais o resto

 

Pedro Duarte garantiu, contudo, à TSF que se o PSD vencer as eleições do próximo domingo, a distribuição dos computadores Magalhães vai manter-se.

«Pelas expectativas e pelo princípio de igualdade de oportunidades, julgo que faz sentido que as crianças que acedem ao sistema de ensino este ano possam também receber os computadores. Nós somos muito críticos do processo, mas nunca fomos contra a utilização e facilitação do acesso a novas tecnologias por parte dos nossos alunos», prometeu.

Publicado por João Tunes às 23:31
Link do post | Comentar

Madrid mais decente

 

Em tempos, um galego, péssimo galego, conseguiu os títulos de Edil Honorário de Madrid, Filho Adoptivo de Madrid, Medalha de Ouro de Madrid. Postumamente, perdeu estas honrarias por decisão da autarquia de Madrid (maioria PP). A família do galego acantonada numa Fundação recorreu da decisão. Os votos conjuntos do PP, PSOE e IU mantêm-na. E Madrid fica mais decente, livre dos sinais de sabujice ao galego, esse péssimo galego.
 

(notícia aqui)

 

Publicado por João Tunes às 22:56
Link do post | Comentar
liuxiaobo.jpg

j.tunes@sapo.pt


. 4 seguidores

João Tunes

Pesquisar neste blog

Maio 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

Nas cavernas da arqueolog...

O eterno Rossellini.

Um esforço desamparado

Pelas entranhas pútridas ...

O hino

Sartre & Beauvoir, Beauvo...

Os últimos anos de Sartre...

Muito talento em obra pós...

Feminismo e livros

Viajando pela agonia do c...

Arquivos

Maio 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Junho 2013

Março 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Junho 2012

Maio 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Links:

blogs SAPO