Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

O Nuno dos mísseis é tosco em cavaquismo

 

Nuno Rogeiro, especialista em mísseis balísticos, fez ontem na SIC-N, depois do discurso presidencial, a mais insana das defesas cavaquistas neste tempo de desnorte em Belém. Defendeu a liquidação de um governo PS logo na votação do programa do governo pelos votos conjuntos e desfavoráveis de uma coligação parlamentar PSD-CDS-BE-PCP, o que facilitaria a tarefa de Cavaco de não aturar Sócrates e podendo, a seguir, “com toda a legitimidade”, entregar a chefia do governo a MFL. Os outros comentadores e a moderadora ainda lembraram ao Rogeiro cavaquista que os programas de governo não vão a votos. Ele, recordando a sua formação como jurista, teimava contra todos dizendo que votar programas de governo no parlamento era o b-á-bá do direito constitucional. Donde se conclui que Cavaco não só perdeu a sensatez, anda a contaminar de pandemia de inépcia a sua troupe.    

 

Publicado por João Tunes às 15:26
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O Costa arrisca-se a entregar a Câmara a Santana porque meteu a Avenida do Brasil em Belém

 

Esta mulher até para a recolha do anedotário tem talento:
 
«Mudou para a medicação do JPP e foi este o resultado.»

«Cavaco acaba de ser visto a atravessar a rua com um chapéu de Napoleão.»

«O papa poderá chamar o homem à razão. Mas vem só em Maio.»

 

Publicado por João Tunes às 15:07
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O grande umbigo que tapa a realidade e mata a reflexão, a humildade e a capacidade de mudar

 

Que fumo saíu da reunião de balanço eleitoral do Comité Central do PCP? Uma amostra de reflexão política acerca dos motivos pelos quais o PCP não consegue transformar significativamente em votos a seu favor o protesto que mobiliza e organiza através da sua máquina sindical? Ou porque, no rescaldo do acto eleitoral, numas eleições de profunda hemorragia de votos do governo e do primeiro-ministro que tão encarniçadamente combateu, a CDU se vê relegada para o lugar de “lanterna vermelha” das forças partidárias com assento parlamentar, deixando-se ultrapassar pelo CDS e pelo BE? Ainda sobre as razões pelas quais tantos participam em iniciativas organizadas pelo PCP de protesto social mas não têm para com este partido a confiança suficiente para lhe entregarem as chaves de um poder que possa ser alternativa? Nada disso. Este Comité Central não sabe o que é a autocrítica e por isso não a usa. Vangloria-se das migalhas de uns tantos votos a mais, desclassifica os votos dos eleitores que preferiram outras forças de protesto, reenfatiza a luta de massas e de rua. E queixa-se, em desculpa esfarrapada mas sempre repetida, que foi vítima da discriminação da comunicação social, aspecto que no concreto nunca provaram ou sequer apresentaram durante a campanha por se tratar de um mero tique vitimizador e sem qualquer suporte na realidade. O costume num partido virado para o seu umbigo vanguardista. Que vive as eleições, sabendo-se incapaz de produzir mudanças políticas através de uma disputa eleitoral taco a taco com outros partidos, como sendo apenas um “intervalo” no caminho de uma imaginada revolução.Confirmando  o eterno problema do PCP relativamente a eleições: os eleitores topam-no.
Publicado por João Tunes às 13:34
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Quem não sabe perder eleições deve emigrar levando consigo o retrato da Querida Líder

 

A trampa segundo Vasco Graça Moura:
 
Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.
O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

 

 

Publicado por João Tunes às 11:47
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Cavaco estendeu a passadeira a Marcelo?

 

Mais cedo do que esperava, Marcelo Rebelo de Sousa viu chegar a sua hora de se candidatar às presidenciais. Será em  2011, salvo se for obrigado a candidatar-se à liderança do PSD para devolver a credibilidade ao partido. Cavaco sairá sem glória, criticado por todos os partidos, por ter desestablizado a vida politica portuguesa.

 

Publicado por João Tunes às 00:16
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Acerca do titular da cadeira de Belém que mostra mau perder em eleições

 

Assino por baixo o que Daniel Oliveira escreveu:
 
Na realidade, o Presidente está a comportar-se como um destabilizador institucional permanente. Das duas uma: ou Cavaco Silva está a ser sincero em toda esta novela e então o seu grau de paranóia é bem superior ao que se julgava; ou está a tentar manipular opinião pública num assunto de uma enorme gravidade e teremos de concluir que o país colocou em Belém um homem perigoso.
 
Acrescentando apenas: Cavaco Silva demonstrou hoje não possuir as condições necessárias de dignidade, isenção e responsabilidade requeridas a um Presidente da República. Por isso, deve demitir-se ou ser impugnado pela opinião pública.

 

Publicado por João Tunes às 23:49
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Raio de conceito de viabilização

 

A viabilização da Qimonda foi aprovada por 95% dos créditos. O projecto garante apenas os 230 postos de trabalho a laborar actualmente e deixa 770 trabalhadores em situação indefinida: entre o desemprego e o "lay-off".

 

Uma empresa é considerada “viabilizada” com três quartos dos trabalhadores em “situação indefinida”?

 

Publicado por João Tunes às 17:48
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Soares (re)convertido à utopia leninista do “homem novo”

 

 

Mário Soares não pára de surpreender nesta sua fase de segunda adolescência. Agora, foi reler a vulgata leninista e (re)descobriu a teoria do “homem novo”:
 
Reconheça-se que Sócrates é hoje um outro homem: maduro, experiente, dialogante, contido, informado e competente.

 

Publicado por João Tunes às 14:23
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O altruísmo do socialismo possível de Alegre

 

O próximo será o parlamento em que Manuel Alegre mais vai fazer falta como deputado, exactamente o primeiro em que, por vontade sua, não se sentará no hemiciclo. Ninguém no PS, como Manuel Alegre, tem a mesma capacidade de “fazer pontes à esquerda” e essa capacidade era utilíssima na complicada engenharia parlamentar que se vai congeminar para suportar o governo de Sócrates. Manuel Alegre não é deputado pelo PS porque houve “pouca esquerda” no anterior governo e não acreditou que houvesse “suficiente esquerda” no que vai sair destas eleições. Alegre abdicou mas, por devoção partidária, deu um contributo decisivo na campanha eleitoral não só para que o PS vencesse as eleições mas também para que o seu camarada e amigo José Lello garantisse um lugar como deputado.

 

Publicado por João Tunes às 12:50
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O admirador do cavalheiro Portas

 

Tinha lido esta apreciação de Vital Moreira:
 
CDS/PP
Terceiro partido mais votado, ultrapassando o BE e o PCP, com uma notável subida em relação às eleições anteriores, foi capaz de tirar ao PSD o benefício da erosão do PS no eleitorado do centro-direita. Uma campanha inteligente e civilizada, contrastando com o desnorte e o radicalismo do PSD.
 
Hoje, no “Público”, na apreciação de VM sobre os resultados eleitorais, repete-se quase tudo. Quase porque o último blogo-parágrafo, aquele da referência à “campanha inteligente e civilizada “ do CDS, desapareceu.  
 
Seria um exercício estulto desvendar significados de lapsos falhados através de parágrafos perdidos na viagem da blogosfera para a imprensa. Porque as hipóteses são várias e podem, até, encadearem-se. Fica apenas o registo de que para VM, um eurodeputado que nos garante há anos e sem desfalecimento que é de esquerda e socialista, tanto como o PS e José Sócrates, uma campanha eleitoral centrada no combate aos “preguiçosos” do rendimento mínimo, na baixa dos impostos com aumento das reformas, das pensões e do subsídio de desemprego, no nacionalismo bolorento e na xenofobia dirigida aos imigrantes, na histeria securitária, tentando cavar contradições entre a família e a modernização nos costumes, no namoro aos pequenos, médios e grandes lavradores do sol na eira e chuva no nabal e na graxa obscena aos antigos combatentes da guerra colonial, foi “uma campanha inteligente e civilizada”. Campanha esta que VM considerou como tendo sido responsável pela erosão do PS no eleitorado do centro-direita (!). E espera-se, agora, o reflexo parlamentar desejado, embora não confessado, por VM e outros, deste atestado de inteligência e civilidade passado a Paulo Portas e ao seu bando demagógico e extremista. Mostrando ou escondendo parágrafos, é cada vez mais previsível este notável comentador, político e eurodeputado de esquerda e socialista. Obviamente que da esquerda e do socialismo possíveis.

 

Publicado por João Tunes às 12:18
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A decepção absoluta das eleições anteriores analisa a decepção relativa destas

 

O BE foi uma decepção relativa. Subiu muito e foi o principal beneficiário da erosão eleitoral do PS à esquerda, mas falhou objectivos essenciais. Não atingiu os dois dígitos, ficou abaixo do CDS-PP e não faz maioria com o PS, o que lhe retira margem de negociação parlamentar.
E sobretudo não pôde festejar a derrota do PS, verdadeiro objectivo mal disfarçado de muitos bloquistas...

 

Publicado por João Tunes às 01:26
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Não há por aí uma fada portuguesa, de preferência madeirense, para anular o sacana do bruxo espanhol?

 

Há bruxos e bruxas para todos os gostos. O lote gordo inclui os bruxos mercenários e gangsters. Como este:
 

"Yo no soy antimadridista. No tengo nada contra este gran club. Soy un profesional y me pagan muy bien por usar mis poderes. Me han contratado para que Cristiano Ronaldo sufra una grave lesión. No puedo asegurar que se vaya a tratar de una lesión grave, pero sí que se estará de baja más tiempo que jugando. La persona que me ha contratado es famosa y conoce personalmente al futbolista".

 

Publicado por João Tunes às 22:03
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No após ressaca dos votos

 

Nem o PS teve uma vitória “extraordinária” como disse Sócrates pois tem que lidar com a passagem de maioria absoluta para relativa nem este partido sofreu uma derrota “clamorosa” como proclamaram as oposições dado que venceu as eleições e com uma nítida vantagem sobre o segundo partido.
 
O que é razoável dizer-se é que o PS e a esquerda ganharam as eleições. O PS porque foi o partido mais votado (e, aqui, tem um mérito de assinalar dada a governação que praticou, as condições de conjuntura da segunda parte do mandato e o “desastre europeu” com que partiu para a campanha). A esquerda porque obriga o PS a guinar à esquerda; a governação vai politizar-se pois que, mais escrutinada e “negociada”, definha a tendência para o autismo e a tecnocracia gestionária dos actos de poder (favorável às receitas neo-liberais); defronta uma direita esfrangalhada e com o seu pólo dinâmico acantonado na extrema-direita de Portas; ganha mais e melhores condições para tirar a direita da Presidência da República.

 

Publicado por João Tunes às 12:13
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O efeito regional/Hondt desde o terceiro até ao quinto

 

O CDS com apenas mais 0,61% de votos que o BE, a nível nacional, consegue colocar mais 5 deputados que os bloquistas.
O BE com mais 1,97% de votos que a CDU (ou seja, mais do que o triplo da diferença entre CDS e BE) coloca apenas mais 1 deputado que os comunistas.

 

Publicado por João Tunes às 01:57
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Há coisas ainda piores que uma pesada derrota eleitoral

 

Um sportinguista queixoso:
 
O Sporting não existe. Não se vê. Do Sporting aparece lá de vez em quando um antigo grande jogador (que só o era também de vez em quando) não se sabe bem a fazer o quê.

O treinador Paulo Bento é o grande dono no bom e no pior. Quase sempre no pior. Não sei se o Sporting não deveria mudar de registo e passar a chamar-se Paulo Bento Club de Portugal.

Ontem quem perdeu o jogo não foi o Sporting. Foi Paulo Bento. Aquela equipa de base não entra na cabeça de ninguém: Polga e Grimi? Polga há muito que se arrasta e Grimi que nunca mostrou saber jogar e ainda por cima após uma paragem longa sem ritmo!. É evidente que Hulk fez dos dois "gato-sapato" e sobrou-lhe tempo.

Mas Paulo Bento como Secretário Geral ou Presidente de Partido garante lugar sempre a uns quantos.

 

Publicado por João Tunes às 01:36
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