Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Rezam e não se cansam, andam por aí

 

Andam por aí. Dizem-se católicos da sociedade civil mas são insaciáveis nas recomendações políticas que (re)metam a sociedade laica nas baias intelectuais dos seus missais, no retrocesso desejado ao país de religião oficial e obrigatória. Questionam os partidos para darem respostas à sua agenda de forma a subentenderem-se os interditos pré-determinados, votando-se no que mais lhes convém, ou seja, no que mais se aproxime da predominância católica, a banda mais à direita. Peticionam com linguagem boçal sobre a política, os políticos e as instituições democráticas, exigindo a anulação de um referendo que perderam. Não vai ser a última vez que esvoaçam desde os seus ninhos construídos nas sacristias. Andam por aí. Vão andar por aí.

 

Publicado por João Tunes às 15:08
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Para a lista dos mistérios das mensagens presidenciais subliminares

 

Tem um alcance simbólico que não consigo atingir, Cavaco Silva meter o tipo que dirige as Caixas Multibanco no Conselho de Estado.

Publicado por João Tunes às 23:01
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Ainda não aplicaram o simplex (o verdadeiro, o original) às discriminações, é o que é

 

Do olho clínico de Manuel António Pina:
 
Além de nas energias renováveis, o país, ou lá o que é, faz questão de estar à frente do seu tempo e do Mundo também nas discriminações renováveis.

 

Publicado por João Tunes às 22:29
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E se despedissem por caro e obsoleto o rei pela graça de franco, uma futilidade da democracia espanhola?

 

Isaac Rosa, em Publico.es, produziu um texto de representação sobre como se lidaria com Juan Carlos se lhe fossem aplicadas as regras correntes nas empresas para com os funcionários que arrastam quarenta anos de serviço.

 

Publicado por João Tunes às 15:33
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Uma sede selectiva: depois da pilzen mal tirada pelo checo bera como a ferrugem sabe bem um sueco como refresco

 

Depois do lamentável espectáculo de incompetência e falta de visão com que a Presidência checa da União Europeia nos presenteou nos primeiros seis meses deste ano, que refrescante que é ouvir Carl Bildt, o Ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, no Parlamento Europeu a falar dos planos da Presidência sueca!

 

Publicado por João Tunes às 15:06
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Deve ter sido nestas aulas de “novas oportunidades” que a Margarida das quintas à noite televisivas tirou um bacharelato em democracia cubana

 

Hace tiempo que Cuba acoge a los turistas políticos. Acuden a La Habana como quien viaja a La Meca. La mayoría viene en brigadas. Proceden de los cinco continentes., pero últimamente vienen muchos de Latinoamérica.
(…)
Los más notables van a hablar por televisión para demostrarnos que tenemos amigos en todas partes y que no somos una tribu aislada en medio del Caribe. Ellos nos consuelan con la narración de las desventuras del capitalismo y juran por lo más sagrado que desearían vivir en la isla, aunque no hablan de compartir las dificultades que los cubanos soportan día a día.
Expresan en sus intervenciones públicas lo mismo que los programas cubanos de corte político. Repiten como loros la necesidad del fin del bloqueo, las pretendidas bondades sociales del socialismo y las peticiones de libertad para los cinco espías prisioneros en Estados Unidos, sin tener en cuenta el desastre de la agricultura, la falta de libertades de asociación y de expresión en la isla, y los presos políticos.
Al final del paseo regresan a sus países con la sensación de haber visitado un mundo diferente. Convertidos en latas de conservas de la propaganda cubana, y listos para ser escuchados por clientes insatisfechos con sus vidas.

 

Publicado por João Tunes às 12:30
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Um ciber-sindicato do voto para: um partido, um líder, uma vanguarda, de preferência com maioria absoluta e antes, em suma, que a farinha maizena azede nos pratos

 

Embora alguns dos aderentes tenham pudicamente omitido a parte explícita de decisão e apelo de voto na transcrição que fizeram do compromisso editorial, saudamos o Simplex enquanto clarificação madrugadora da blogosfera como peditórios de votos, explicando-nos as suas motivações:
 
Vemos no PS, e sobretudo em José Sócrates, capacidade de mudança e modernização. Sem a tentação miserabilista da direita e as utopias irresponsáveis da extrema-esquerda.

Queremos, em suma, que o Partido Socialista ganhe as eleições de 27 de Setembro próximo, de preferência com maioria absoluta. Só ele pode contribuir decisivamente para que Portugal se mantenha na vanguarda política do século XXI.
 

Não me furtarei a lê-los, dando-lhes todas as oportunidades para me convencerem. Por isso mesmo, não lhes perdoarei se na próxima noite eleitoral deixarem Sócrates só e abandonado no Altis a falar, madrugada dentro, paras as moscas e a televisão, com todos os bloggers simplex a irem em passo de corrida fumar um cigarro “lá fora” numa viagem só de ida. Até lá, força camaradas.

 

Publicado por João Tunes às 10:56
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Uma inspiração para Alberto João quando ele este ano desfilar no Chão da Lagoa ao lado da Dona Manuela, imaginando uma Constituição livre de interditos

 

Porque não imitar Radu Mazare, na foto, o autarca de Constanza (Roménia), com o deputado patusco do PND a fazer-lhe escolta com a sua bandeira?

 

Publicado por João Tunes às 15:12
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Celebro hoje até porque há quarenta anos nem pensar

 

Pois eu lembro-me bem. Há quarenta anos eu não duvidava da chegada do homem à lua nem imaginava o Tomás a cortar a fita da inauguração da visita espacial, mas não celebrei o feito, antes o senti como sinto cada vez que uma bola entra na baliza do Benfica. Aquilo era mais uma invasão-ocupação do imperialismo norte-americano, do género posterior do Bush a entrar no Iraque. E arrepiava ver os gajos a espetarem a bandeira americana na lua. "Nós" a começarmos o jogo prontos para a goleada rematando com o "sputnik", a "Laika", o Gagarine e a Valentina, e aquela espécie de "andrades yankies"  a levantarem a taça, lá na lua.

 

Publicado por João Tunes às 14:29
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Olha se não fosse a sério mas apenas para a gente se rir com riso negro-rubro a imaginar a ministra anarquista mais quatro anos a "endireitar" a educação

 

Agora a sério: se ao fim de quatro anos, conseguimos a primeira medalha de prata na Matemática, imaginem o que alcançaremos com mais quatro anos desta política de Educação...
 
Imagem: A “ministra anarquista” segundo Pedro Vieira.

 

Publicado por João Tunes às 14:11
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O senhor almirante visitou e inaugurou muita coisa, praticamente tudo que havia para visitar e inaugurar, era até para isso que ele era Presidente, mas essa, não é que lhe faltasse vontade mas não tinha foguetão

 

Em Querença, uma aldeia no interior do concelho de Loulé, não havia electricidade há 40 anos e as poucas televisões que existiam funcionavam a gerador. Os mais idosos ainda duvidam que o homem tenha chegado à lua e há até quem acredite que foi Américo Tomás o primeiro a pisar este satélite da terra.

 

Publicado por João Tunes às 12:54
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Nada como ser-se candidato(a) para se descer ao “país das direitas” que se desconheceu enquanto deputado(a)

 

 
Nas voltas e visitas que tenho feito pelas 20 freguesias de Sintra, tenho sido confrontada com algumas realidades muito pior do que esperava: problemas, bloqueios, desleixos, desmandos, insegurança, desinvestimento, crimes urbanisticos e ambientais inconcebíveis (...).

 

O que as eleições têm de melhor é isto, os candidatos ficarem a saber que os portugueses vivem “com algumas realidades muito pior do que esperava”. O problema vem depois (das eleições). Quando, na memória, se apagar o que se viu, ouviu e sentiu nas digressões do peditório do voto. Pois que, se bem me lembro, Ana Gomes está longe de ser noviça como eleita pelos votos do "bom povo português".

 

Publicado por João Tunes às 12:28
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Este homem, sem religião oficial e obrigatória, vive mal com o mundo e os homens e ainda acaba a combater ao lado dos tallibans

 

 

Do habitual Cruzado na defesa da “moral nacional”:
 
Há muito que forças poderosas estão abertamente empenhadas em desmantelar as tradicionais colunas da moral nacional. Discursos políticos e desenhos animados, relatórios de peritos, revistas da moda e programas humorísticos desdenham da ética e propõem a transgressão sem vergonha. Em nome da liberdade, progresso e dinamismo atacam-se os valores que nos orientam há séculos. A religião é obsoleta, a família tacanha, a ética ridícula. Por interesses comerciais, fidelidades ideológicas ou simples divertimento mediático é costume hoje, não só desprezar a honestidade e seriedade, mas exaltar o atrevimento e a rebeldia. Não admira a crise na Justiça.

Os valores continuam respeitados na vida pessoal dos cidadãos e nos pronunciamentos oficiais, até porque é impossível viver sem eles. Mas isso passa-se à margem da cultura dominante, que recomenda arbitrariedade e atrevimento. Aí poucos princípios são sagrados, fora da ecologia, tabaco e trânsito. Pode dizer-se que os nossos antepassados eram mesquinhos e as suas regras abafadas, mas nós substituímo-las pela confusão, desmantelando as referências em nome da autonomia.

 

Publicado por João Tunes às 12:04
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Merece registo porque foi escrito por um intelectual, para mais um excelentíssimo poeta, corporação que, por norma, embirra com a internet e disso se gosta de gabar e não é só por causa de ela não cheirar a papel

 

A cinzenta uniformidade dos media tradicionais e a proximidade da generalidade deles a interesses económicos e políticos (sendo que é quase sempre impossível distinguir uma coisa da outra) contribuem decisivamente para a pobreza da nossa democracia e do exercício da cidadania entre nós. Felizmente, há a Net. A Net, pela sua natureza aberta e esquiva a formas de controlo político ou económico, é hoje o espaço de pluralidade que os media tradicionais não são e, por isso, lugar por excelência da democracia participativa e do exercício da cidadania. Não é politicamente correcto dizê-lo, mas hoje, quando fecha mais um jornal, a democracia não fica necessariamente mais pobre. Também o não fica quando um blogue encerra, mas porque qualquer cidadão (você, leitor, ou eu) pode imediatamente abrir outro sem precisar de ter um interesse económico atrás de si.

 

Publicado por João Tunes às 11:50
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Do tempo em que Gorbatchov ainda só estagiava na Comissão Política

 

Aqui, recordação da visita a uma múmia que deve perturbar o sono ao Alberto João e alimentar muitos padre-nossos à Margarida Botelho.

 

Publicado por João Tunes às 11:34
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