Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

LEMBRANÇA

 

De uma Cidade transfigurada e de um Presidente que antes fora Vice e depois passou à condição de defunto por acidente com a gravata. Aqui.
 

Foto: Sadam Hussein e Al Bakar, quando ambos se riam na sua parceria no poder.

 

Publicado por João Tunes às 15:52
Link do post | Comentar
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

1 DE ABRIL É HOJE

 

O Vaticano está reunido para decidir se os inconvenientes do uso do preservativo masculino se aplicam na mesma medida doutrinária ao preservativo feminino bem como a eventual justificação de o Papa se pronunciar sobre a questão numa próxima viagem evangélica.

 

Publicado por João Tunes às 23:36
Link do post | Comentar

O REPÓRTER ESTEVE LÁ

 

Na abertura da Livraria de Zita Seabra.

 

Publicado por João Tunes às 23:15
Link do post | Comentar

ALÉM DA TEMÁTICA NA HORA DE ALMOÇO

 

A primeira das três batalhas eleitorais que temos pela frente – as eleições europeias dentro de dois meses – assume uma importância que vai muito para além da temática europeia.
(Jerónimo de Sousa, discursando num almoço em Castro Verde)

 

Caso para dizer: a Europa é só temática, não enche barriga.

Publicado por João Tunes às 17:02
Link do post | Comentar

ANÚNCIO EM TEMPO DE CRISE

 

Cartaz afixado num bar da localidade espanhola de Castelldefels.
 

(sacado daqui)

 

Publicado por João Tunes às 16:42
Link do post | Comentar

ALIANÇA DE CIVILIZAÇÕES

Enquanto uma civilização quer levar Omar el-Béchir a Tribunal por crimes de guerra e genocídio no Darfur a outra civilização passeio-o com homenagens.

 

Publicado por João Tunes às 16:18
Link do post | Comentar

A HISTÓRIA COM MEDO

 

Se o próprio Estado de Israel ainda existe é porque o longo braço da ontologia islâmica lá não chega. Chega já, porém, ao Reino Unido, onde o Holocausto e as Cruzadas foram retirados dos programas de História com medo (o medo, esse mestre mudo, sempre foi o grande educador dos infiéis) de ferir a "sensibilidade" da comunidade islâmica.
 

(Manuel António Pina no JN)

 

Publicado por João Tunes às 15:30
Link do post | Comentar

A ÚNICA GUERRA QUE SALAZAR GANHOU

 

Faz hoje 70 anos que terminou a última guerra em que Portugal participou no lado vencedor. Chamavam-se de “Viriatos” os combatentes portugueses enviados como mercenários do salazarismo. Ali, em terras espanholas, mataram e foram mortos ao lado dos “matadores” de Franco, Hitler e Mussolini. Pela ditadura e pelo fascismo, pelo domínio da Santa Madre Igreja Católica, contra a República de Espanha, contra a democracia e contra as liberdades. Em Madrid comemoraram, há 70 anos, a primeira vitória militar do nazi-fascismo que deixou a Espanha mergulhada numa ditadura, impiedosa para com os vencidos, que duraria 36 anos, a somar aos sofrimentos e morte de três anos de uma guerra cruel que ceifou as vidas a um milhão de espanhóis.
 
Imagem: Cartaz franquista a celebrar as amizades que permitiram a vitória do fascismo espanhol.

 

Nota: Sobre a efeméride, ler o "caderno especial" da edição de Publico.es.

Publicado por João Tunes às 15:07
Link do post | Comentar | Ver comentários (3)

O GÉNIO PERANTE OS OBSTÁCULOS

 

Estou convencido de que José Manuel Durão Barroso tem sido o homem certo no lugar certo e no momento certo e de que continuará a sê-lo ainda mais após a sua muito provável reeleição (…) Mas a visão estratégica, o fino sentido político, a habilidade, a persistência e mesmo a paciência de Durão Barroso têm-se defrontado com obstáculos da mais variada ordem (incluindo alguma manipulação da opinião pública, como é evidente em França) que decorrem da maneira centrífuga e egoísta como cada um dos grandes, hipocritamente disfarçado de antiproteccionista, tenta puxar a brasa à sua sardinha nacional e tirar o cavalinho da enxurrada do desastre.
 

(Vasco Graça Moura no DN)

 

Publicado por João Tunes às 13:25
Link do post | Comentar

A DEFLAÇÃO EM CARNE E OSSO

 

Depois de décadas sob a ameaça da inflação, esse grande roedor dos salários reais / poder de compra, eis que está aí o problema, ainda maior, da deflação. Numa sociedade com algum equilíbrio entre oferta e procura e que tivesse os movimentos da procura assentes num real poder de compra, uma etapa temporária de deflação seria um fenómeno positivo para os consumidores, na medida que ajustaria os preços e geraria competitividade no fornecimento de produtos e serviços. Mas esta deflação é uma das grandes bolhas da crise e prenuncia efeitos sociais tremendos em que aquilo que agora se vê não chega a ser uma amostra. E que tem, como hipótese, um único resultado positivo á vista: o estoiro da cultura consumista e do seu suporte sócio-económico.
 
A desproporção do monstro consumista estava latente como a rã da fábula. O comércio ao concentrar-se em grandes superfícies em vez de se racionalizar expandiu-se, gerando a multiplicação da oferta. Os consumidores não resistiram à religiosidade dos novos templos de comércio-lazer, gastando acima do poder de compra real e por recurso parcial ao crédito. Este boom consumista, simultâneo com a diminuição da produção de riqueza pela actividade transformadora criadora de mais-valia (em que esta rarefacção produtiva libertou uma massa imensa de mão-de-obra em conjugação com o vector convergente do resultado da inovação tecnológica nas empresas que sobreviveram), foi ainda um gigantesco gerador de postos de trabalho (um grande shopping alberga centenas e é o sucedâneo moderno das grandes concentrações operárias do passado) que funcionou como almofada amortecedora do desemprego.  
 
Com a crise do crédito e o incremento do receio perante o futuro, apesar de um ligeiro mas positivo aumento do poder de compra, os consumidores retraíram-se drástica e repentinamente no consumo. Uns querem ter dinheiro à mão para enfrentarem o incerto do amanhã. Muitos outros, chutados dos seus empregos, não compram, não podem comprar, acima das necessidades de sobrevivência. Nos pontos de venda, os stocks acumulam-se, as vendas baixam, o expediente é baixar os preços, multiplicando “saldos” e “promoções”. Neste movimento de inércia sem mostras de retorno, temos a deflação. Quantos vão aguentar? Quantos postos de trabalho se vão salvar? Qual o preço do fim da sociedade de consumo que andámos a alimentar? Haja por aí uma alma que me (nos) anime. De preferência, que não seja economista ou gestor.
Publicado por João Tunes às 00:17
Link do post | Comentar | Ver comentários (2)
liuxiaobo.jpg

j.tunes@sapo.pt


. 4 seguidores

João Tunes

Pesquisar neste blog

Maio 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

Nas cavernas da arqueolog...

O eterno Rossellini.

Um esforço desamparado

Pelas entranhas pútridas ...

O hino

Sartre & Beauvoir, Beauvo...

Os últimos anos de Sartre...

Muito talento em obra pós...

Feminismo e livros

Viajando pela agonia do c...

Arquivos

Maio 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Junho 2013

Março 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Junho 2012

Maio 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Links:

blogs SAPO