Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Á BEIRA DO PLÁGIO

 

Há acasos que nos salvam quando estamos à beira do abismo. Eu ia disparar um post que se tornaria um descarado plágio. Não tão bem escrito como o original, mas plágio mesmo assim. Depois, ia ser descoberto e açoitado em praça pública. Um mero impulso de, antes de concretizar a inspiração, fazer uma visita, evitou-me essa vergonha. Uff...

 

Publicado por João Tunes às 00:43
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ESTA NÃO ALCANCEI…

 

Mas as coisas são como são. Por razões várias foi o PCP que caiu na ratoeira.

Publicado por João Tunes às 00:22
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QUE A ASAE NÃO SE META COM O RESVERATROL

 

Enquanto não nos obrigam a beber soro fisiológico a acompanhar as refeições, que um copo com Resveratrol nos continue a fazer companhia. Se possível, dissolvido em reserva de boa colheita. A bem do coração.

 

Publicado por João Tunes às 00:07
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

EM CRESCENDO ELEITORAL RUMO À VITÓRIA

 

Mugabe aumentou o grau de probabilidade de vencer a segunda volta das eleições presidenciais no Zimbabwé, sendo reconduzido no cargo. Como político talentoso que é, mandou prender o opositor. Sendo a política assim tão simples, porque há tantos que a complicam?
Publicado por João Tunes às 17:33
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

77 ANOS TEM RAUL, CUBA-RAUL JÁ VAI COM 100 DIAS, PARA QUANDO A HORA DE RAMÓN?

 

Raúl Castro faz 100 dias de governação ditatorial após resignação parcial de Fidel (hoje com 81 anos). Ao mesmo tempo, na sua festa de aniversário, apagará 77 velas no bolo comemorativo. Falta agora saber quando é que Ramón Castro (83 anos de idade), o terceiro mano Castro, assumirá o comando da Ilha, por incapacidade biológica do irmão do meio e incapacidade reformadora do irmão mais novo. Não podem é ir mais atrás, ao galego que foi pai dos três, dado que o patriarca já não pertence ao reino dos vivos.

Publicado por João Tunes às 17:13
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MULHER LÍDER SEM QUOTAS (2)

 

 

Ana Gomes esqueceu-se de mais esta vantagem de passarmos a ter uma senhora como líder de um partido (além da clássica Carmelinda Pereira, seja-se justo): os mais entusiastas seguidores masculinos da Querida Líder podem agora fazer o que com um senhor no lugar dela parecia mal: dar-lhe beijinhos a acompanhar os abraços. Pacheco Pereira e Miguel Beleza que o digam, pois podem-se gabar de terem conseguido o que Vital Moreira nunca fará quando felicitar Sócrates por mais uma prova de firmeza governamental.

 

Publicado por João Tunes às 11:54
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SOBRE UMA FUZILARIA À JDANOV CONTRA OS BLOGUES

 

Vi o programa promovido pela SIC contra os blogues, numa espécie de tertúlia de candidatos a membros de pelotão de fuzilamento da internet e com o inevitável Miguel Sousa Tavares a dar voz de comando de fogo. O mesmo programa que mereceu esta oportuníssima caracterização:
 
este alarmismo induzido contra os blogues, promovido por quem deveria analisar com serenidade, acaba por denunciar o pavor sentido por algumas figuras públicas produzidas pela indigência televisiva, pelo défice crítico, pelo espírito de seita, pelo manto do amiguismo, pelo discurso oficial orquestrado oficialmente e seguido pelos media tradicionais informalmente, pela genuflexão pavloviana, pela auto complacência, pelos sindicatos do gosto, de que o seu valor seja realmente escrutinado por uma opinião pública informada e livre.
 
Naquela miséria televisiva, espécie de tertúlia jdanovista dos preconceitos modernos, há que sublinhar, pelo direito que tem à sua honradez intelectual e ao seu bom nome, que houve um cavalheiro, o psiquiatra José Gameiro, que se manteve sempre dissonante da fuzilaria desenfreada (até boçal, no caso de Moita Flores) e que conseguiu não perder a lucidez. Dissonância que lhe valeu ter sido permanentemente atropelado, tal como os blogues. É que o serão alarmista da SIC era mesmo para “arrasar”.

 

Publicado por João Tunes às 11:24
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

TESTAR A COISA

 

Com a devida vénia na intromissão, julgo haver aqui um equívoco que não é de somenos. É que começa-se por se falar em dinâmicas de transformação (comportando, é verdade, mais mortes que nascimentos) do painel partidário e acaba-se a cristalizar os actuais partidos como se fossem blocos monolíticos intransformáveis. Isto, no exacto momento em que a esquerda atingiu o ponto de saturação dos bloqueios dos partidos de esquerda. O que prenuncia mudanças. Incertas, mas mudanças. Acima, ou ao lado, das forças que querem conservar posições conquistadas e enquistadas.
 
Nos partidos de esquerda, só o PCP tem o direito a ser considerado um partido consequentemente conservador, ou seja, partido de ontem, hoje e amanhã. Que, na situação presente, lhe vai permitir crescer uns pontos e uns deputados. Pela mera conjuntura do crescimento do protesto não estruturado num projecto de superação, apenas cavalgando uma onda de radicalismo anarco-populista de fachada anti-socialista. Mas esse crescimento vai gerar a sua próxima crise: ao engordar em votos e em presença parlamentar vai conflituar-se não com outros, muito menos com a burguesia, mas com a sua própria doutrina (revolucionária, não democrática). Crescer sem capacidade para influenciar e transformar, sem ser alternativa e alheio a política de alianças, o previsto crescimento eleitoral do PCP é como engordar um animal para o exibir como bicho de companhia.
 

Nem o PS nem o Bloco são partidos estáticos e muito menos homogéneos. O PS, exaurida a praxis governativa da sua asa direita, a situacionista-clientelista, tem de deslizar para a esquerda. Até porque não suporta, em simultâneo, o efeito de uma credibilização da direita (o que MFL, muito provavelmente, vai dar ao PSD) e um desgaste à esquerda com hemorragias de votos a caírem nos regaços parasitas do BE e do PCP. Para esta viagem pendular e impositiva - mais dia, menos dia – resta ao PS as ajudas de Alegre e de Soares. O Bloco, se crescer (e é fundamental, para a esquerda, que cresça nas próximas eleições e, se possível, mais que o PCP), vai ter de se responsabilizar, tornar-se um partido adulto, assumindo a fase do fazer, representando, dentro ou fora, a ponta esquerda da asa esquerda do PS. E é aqui que, mais uma vez (reproduzindo a cena das últimas eleições presidenciais), a chave se chama ou chamará Manuel Alegre (neste campo, seca-se a influência de Soares, enquanto guru). Até lá, se lá chegarmos, não sendo tempo da coisa, há que testar a coisa. Amanhã no Trindade, com "canto livre" e sem casamento na vista dos binóculos, será uma forma, como qualquer outra, de alguns aprenderem que quem não se conhece não se namora.

 

----

 

Adenda: O José Albergaria reagiu e expôs os seus contra-argumentos. Pelo que percebi, o essencial da repulsa do meu querido amigo JA assenta num aspecto que não discuto: não gosta de Manuel Alegre (sobretudo pelos pecados do seu passado político e por falta de dimensão do seu pensamento político). Claro que aceito e compreendo que uma antipatia fundamentada (que é muito melhor que um preconceito) seja factor suficiente de inibição para se aceitar um determinado sujeito como "companheiro de jornada", quanto mais como "condutore".  Só que, goste-se ou não de Alegre (e eu estou muito longe de ser seu admirador incondicional),  julgo que ele é incontornável (e escuso de lembrar o estafado 1.100.000) como figura de referência e aglutinação de um "estar político de esquerda" que, mais que nunca e sobretudo na presente situação em que todas "as esquerdas" estão bloqueadas, é necessário construir (talvez mal comparando, Delgado, seguindo padrões de exigência política e intelectual e de admiração pelas suas características pessoais, em vez de arrastar multidões e colocar um regime em polvorosa, só teria congregado alguns familiares e meia dúzia de amigos que não tinham enchido uma salinha numa águas-furtadas) . Ai de nós se tivessemos a ilusão exigente que, neste caminhar, só iria a nosso lado (os "puros") gente que se admira, se estima e que, escrutinado o seu passado político, não se lhe encontra nódoa alguma a apontar (sobretudo entre quem viveu intensamente a pré-revolução, a revolução, a normalização democrática e a democracia estabilizada). Por mim falo: com tal grau de exigência, já me tinha reduzido a rezar ladaínhas pela salvação da minha alma política. E se para aí não me virei, falece-me o atrevimento para ser "papista" para com outros (politicamente falando, que estima pessoal é outro negócio).

 

Publicado por João Tunes às 23:58
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OPTIMISMO FLEXÍVEL

 

Exemplo do largo conceito de flexibilidade de César das Neves:
 

Até algumas das chamadas "chagas", como a precariedade do emprego e economia paralela, são evidentes sinais de flexibilidade.

 

Publicado por João Tunes às 15:07
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MULHER LÍDER SEM QUOTAS (1)

 

 

Ana Gomes em êxtase feminista:
 
Mas, desde já, é de saudar especialmente o facto de termos uma mulher a liderar o principal partido da oposição. Vai ser educativo para o país, para todas e todos. Vai obrigar a dobrar a língua aos que, em todos os quadrantes, ainda recorrem a linguagem e argumentos sexistas.
 

Muito bem. Pese embora, num pormenor esquecido e ao contrário da deputada europeia, MFL não ter ido pelo “sistema de quotas”.

Publicado por João Tunes às 14:45
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EUROPEU COM VISTA PARA O MUNDIAL

 

Vem aí tempo de nos juntarmos, unirmos, sermos uma só voz, cantando o hino juntos e de mãos dadas, desde Cavaco a Quaresma, passando pelo Madail, até pelo detestável Scolari nacionalizado (esse mister boxeur, adorador de Pinochet e da Senhora de Caravaggio, conservador medroso, arrogante e birrento, para quem o futebol é mais teimosia que prazer), todos aqueles que agora vão ser os melhores de nós, de todos nós. Turcos, checos e suíços que se cuidem, nós marchamos contra canhões e o nosso pelotão de combate tem os olhos azuis de ver o Tejo desde Belém até além do Bugio. Depois, mas só depois, carregados de glória ou decepção, voltaremos às pequenas tricas com que cerzimos a crise, a exclusão de tantos pequeninos, a inclusão de matulões demais, na miséria de projectos para o dia de ontem, ao ritmo de baixarmos a desigualdade social 0,1% em cada quinquénio. Até que, passado este europeu, um mundial se vai aproximar. Esse mundial que vai ser, aquele que vamos ganhar. Porque vamos ganhar por efeito de exclusão de partes: todos os dias andamos a perder. Ai Portugal!, Portugal!, Portugal!

Publicado por João Tunes às 14:15
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João Tunes

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