Sábado, 31 de Maio de 2008

JPP, AGORA

 

Nos próximos tempos vou voltar a ser leitor do Abrupto. Por mera curiosidade em verificar como é que JPP se vai desunhar para ser o Vital Moreira da oposição.
Publicado por João Tunes às 23:41
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E SÓ PATINHA NÃO ALMOÇOU NO TRIPARTIDO

 

37,6%, 31,1%, 29,8%, 0,7%.
 

Concluindo: um terço a mandar em dois terços. Com o ressentimento a ficar em maioria

 

Publicado por João Tunes às 23:04
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SILÊNCIOS E LEMBRANÇAS

 

Sobre esta mulher, nem uma letra quanto mais uma palavra. Sobre os restantes sequestrados, silêncio também. Sobre a perda do chefe do bando de assassinos, narcotraficantes e sequestradores, um lamento e a difusão do texto integral do comunicado do gang. Tudo dito porque tudo escrito.

 

Publicado por João Tunes às 22:39
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Para agenda (3 de Junho)

Publicado por João Tunes às 21:02
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

LEMBRANDO um aniversário deste dia

 

Que educou um povo na arte de obedecer. Para depois ser seduzido a seguir chefes com ofício de desobedecer.

Publicado por João Tunes às 15:54
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DANÇA REPUBLICANA

 

Nas ruas de Katmandú, dança-se pelo fim da monarquia que durava no Nepal há 240 anos. O último rei do Nepal, o senhor Gyanendra, tinha-se apoderado do trono em 2001 após a chacina palaciana em que foram assassinados o seu irmão, o então rei Birendra, mais o príncipe herdeiro. Um caso em que o regicida passou a rei.
 
Boa sorte, então, à nova República do Nepal. E olho atento sobre a ambição de um tal Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda. Não vá ele querer ser rei republicano dos nepaleses e acabarem-se as danças.
Publicado por João Tunes às 11:45
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ENTRE CRÉDULOS

 

Passei pela televisão e estava a falar António Barreto frente a outro comentador com barba. Não parei. Fiquei sem saber se o académico crédulo tinha descoberto mais alguma carta secreta de Rosa Coutinho. Não faz mal, mais logo tiro isso a limpo após ler a blogosfera crédula.

 

Publicado por João Tunes às 00:02
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Sydney Pollack (1934-2008)

 

Nunca considerei Sydney Pollack mais que um artesão do cinema, sempre a trabalhar na banda dos talentos médios. Esteve longe de ser um génio ou um inovador, nenhum dos seus filmes vai ficar na história do cinema. Pois a obra de Pollack foi mais de temas que de filmes. Era um liberal, o que, na América, é ser-se de esquerda. Denunciava extremismos do sistema, algumas grandes patifarias, procurava limpar a casa. Os seus amigos e admiradores têm um luto para fazerem, o que só pode merecer respeito. Mas o Cinema não morre nem adoece com esta perda de médio quilate.

 

Publicado por João Tunes às 22:41
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SÓCRATES ESQUERDISTA?

 

Está visto, Sócrates, para aguentar o declive eleitoral para a extrema-esquerda, foi reler o velho Karl, extraiu-lhe uma súmula maximalista e não cede perante os kulaks engravatados da sociedade portuguesa. Daqui até às eleições, vai tudo para os mais pobrezinhos e não vai sobrar nada para a classe média. É a onda oscilante que vai, agora, da prática neo-liberal até o esquerdismo miserabilista. Ora leia-se:
 
Nos Açores, e apesar de não ter feito nenhuma referência directa à reflexão de Mário Soares, o primeiro-ministro afirmou que o Governo vai continuar atento às classes mais desfavorecidas.
No entanto, no que respeita ao apoio da classe média, o chefe do Governo confessou que os recursos são «escassos», sublinhando que «outros são ainda mais penalizados».

«Eu manifesto total compreensão com essas dificuldades, mas o dever do Governo, neste momento, é utilizar a sua margem de manobra para apoiar os sectores mais débeis da nossa sociedade e ajudá-los a ultrapassar estes momentos de maior dificuldade», argumentou.

 

Publicado por João Tunes às 22:10
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A MULHER PAU PARA TODAS AS LUTAS

 

Obviamente, Ana Avoila ficou de fora. A senhora não pode macular a sua folha de compromissos de luta. Esta gente não muda e, com o cheiro das eleições a chegar ao nariz, cada vez mais vai virando feita de pau.

 

Publicado por João Tunes às 21:32
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A MÁ HORA DA AVESTRUZ

 

Se os situacionistas nem sequer lerem Mário Soares, o que se lhes há-de fazer? Talvez pedir que se dispensem até as próximas eleições de apoiarem o governo, com conselhos de avestruz.

 

Publicado por João Tunes às 17:49
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AINDA OS COMBUSTÍVEIS, PREÇOS E IMPOSTOS (2)

 

Um dos nossos comentadores habituais (Augusto) colocou questões pertinentes na “caixa de comentários” deste post:
 
Analisando a evolução dos preços dos combustíveis no consumidor verifica-se que entre 2000 e 2008 o preço do gasóleo em Portugal subiu 100% contra 52% no conjunto dos 15 da UE. Como se explica?
Por outro lado como entender o facto do aumento do preço do barril de crude se repercutir de imediato no preço final do retalhista quando o combustível que está a ser vendido nos postos foi comprado pelo refinador uns meses atrás a preços inferiores?
 
Para a primeira questão (maior subida do gasóleo), a resposta é simples: sobem mais no mercado português os produtos com menos intervenção da refinação portuguesa. A actual estrutura refinadora instalada em Portugal e a concomitante escolha de “ramas” privilegia a saída de “leves” (o máximo de extracção de gasolinas). Daqui resulta que somos excedentários em gasolina (excedentes que se exportam e bem, sobretudo para os EUA) e deficitários em gasóleo e outros “pesados” (fuel oil). A gasolina colocada pela Galp no mercado português beneficia de dois factores igualmente favoráveis: é produzida nas refinarias portuguesas e beneficia de parte dela ter benefícios por exportação. No gasóleo, de que se importa uma parte significativa, a parte importada é comprada nos mercados internacionais, portanto sofrendo da vaga altista dos produtos refinados e sem gerar para a companhia resultados por refinação. A crescente transferência da motorização a gasolina para motorização diesel, questão que é endógena ao mercado de automóveis (implantada quando ao ter-se viatura a gasóleo se tinha benefícios que compensava o maior preço de compra dos automóveis diesel) e hoje estará em nítido contra-ciclo, veio agravar a dificuldade nacional em conter o preço do gasóleo, tanto mais que dependemos de importações de países com refinação exportadora de gasóleo e que, nos seus mercados, o sujeitam a menor subida de preço. Não se prevendo uma alteração na estrutura refinadora nacional e mantendo-se a preferência crescente por motorização diesel, a tendência é para que o gasóleo iguale ou ultrapasse o preço da gasolina (mais em Portugal que nos países onde a refinação gera excedentes exportados de gasóleo).
 

A segunda questão levantada pelo Augusto também tem resposta que, se permitir não se ofendendo, leva à “questão Estado”. Para segurança energética nacional, prevenindo uma calamidade em que o petróleo momentaneamente “desapareça” do mercado, há muitas décadas que o Estado português, como a maioria dos Estados, impõe à aprovisionadora e refinadora nacional (Galp) um stock de segurança que permita haver refinação e abastecimento do mercado nacional mesmo que durante alguns meses o país se veja privado da capacidade de se abastecer de petróleo bruto. São quantidades enormes que a Galp é obrigada a aprovisionar em permanência (o que nada tem a ver com uma gestão de stocks caso a companhia não tivesse o constrangimento imposto) e cujo custo de imobilização é enorme. Como a reposição de stocks é automaticamente obrigatória para manter o stock de segurança, se saem 100 toneladas para refinar, têm de entrar 100 toneladas para armazenar. Assim, em conta corrente, a companhia refinadora está sempre a comprar a preços do momento pelo menos a quantidade de produto que está a ser comercializada. E, em termos práticos, podendo estar a refinar produtos a “preços anteriores” (e inferiores), em custo de matéria-prima nas contas globais, é como se cada partida que sai para os postos de abastecimento tivesse sido refinado com o petróleo do “último preço” (pois o que se escoa do stock em refinados é compensado imediatamente no stock de matéria-prima com crude ao preço do momento).

 

Publicado por João Tunes às 16:39
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AINDA OS COMBUSTÍVEIS, PREÇOS E IMPOSTOS (1)

 

O impulso situacionista de Vital Moreira leva-o a parcialismos espantosos. Neste post, falando de impostos sobre combustíveis, VM concentra-se no facto de o ISP ser uma colecta fixa e silencia que o IVA é uma tributação percentual (agora de 21%, a partir de Julho será de 20%), portanto aumentando de acordo com os aumentos dos preços dos combustíveis. Assim, para se falar de “carga fiscal”, como VM faz, é necessário referir que o Estado recebe dos combustíveis vendidos um montante constante de duas parcelas (ISP+IVA), o que significa que, sendo a primeira fixa e a segunda percentual, o “imposto sobre combustíveis” sobe com a subida dos preços para os consumidores, agravando a contribuição fiscal de cada consumidor que paga um preço, não distinguindo nele o que é para isto ou para aquilo (e em Portugal, mais de metade do que se paga é receita para o Estado). Quanto à diversidade da tributação fiscal na Europa sobre os combustíveis, VM desvanece o caso espanhol como sendo “atípico” e a comparação com Espanha como “enganadora” (porque Espanha tem uma baixa carga fiscal). Mas, para ele, já não são “atípicos” os países em que a carga fiscal sobre combustíveis é superior se comparada com a situação portuguesa. E é claro, nem uma palavrinha sobre o sistema de dupla tributação em que o IVA é aplicado sobre um valor já sujeito a imposto. Que contorcionismo este!
 

Entretanto, convém ter em conta o que Sarkozy vai propondo e que é um indicador de que algo tem de ser feito para travar os efeitos mais desastrosos (sobretudo sobre actividades económicas) da vaga altista do petróleo. Vivendo-se numa nova época de “petróleo caro” (e este é o problema), algo de substancial tem de mudar nas estruturas de colecta fiscal instaladas na Europa no tempo ido do “petróleo barato”. Se a descida proposta para o IVA é discutível, enquanto medida generalista e favorável á tendência especulativa nos preços do crude, já a medida aludida de que os aumentos de receita do IVA sobre combustíveis (a parte que cresce pela aplicação percentual sobre preços cada vez mais altos), seja aplicada na ajuda a actividades económicas afectadas pela subida dos combustíveis, é uma das medidas com pernas para andar. O certo é que, politicamente e com imaginação, os Estados europeus e a Comissão Europeia têm de encontrar, e rapidamente, alternativas perante a crise petrolífera que terá vindo para ficar e agravar-se. O fixismo defensivo típico de um rígido “cobrador de impostos”, não mexendo nos tabus fiscais, é que não leva a lado nenhum, ou seja, leva à passividade perante o desastre. E, aqui, não querendo mexer na cobrança é sujeitar-se a cobrar menos por menos haverem para serem “cobrados”.

 

PS - Quando se fala de receitas do Estado português obtidas a partir do mercado petrolífero, omite-se, por regra, uma outra fonte de proventos importantes, além dos impostos, que também sustenta a coluna do "haver" das contas do Estado: a que advém da sua posição accionista na Galp. Além das mais-valias poderosas arrecadadas nas várias fases de privatização, sobretudo a última que levou a Galp para a Bolsa, nos últimos anos de lucros altos da Galp, o Estado tem recebido, de acordo com a sua posição remanescente de posse parcial da empresa, uma quantia em dividendos anual que não é nada insignificante como  enriquece constantemente o seu património em carteira de acções (falando-se, cada vez mais,  numa próxima etapa privatizadora em que novas mais-valias vão ser arrecadadas pelo Estado). Assim, além da cobrança alta de impostos que o Estado arrecada do conjunto do mercado dos produtos petrolíferos (nunca será demais repetir: mais de metade do valor cobrado aos consumidores, seja qual for a companhia abastecedora) , este beneficia em altas receitas e em valor patrimonial pela parte de capital que possui na Galp, pela elevadíssima subida das cotações bolsistas da Galp e pelas sucessivas vagas privatizadoras a  que tem sujeitado esta companhia

Publicado por João Tunes às 13:41
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PARA QUE SERVE A HISTÓRIA?

 

A historiadora Irene Pimentel, ao receber o Prémio Pessoa:
 
Num discurso recheado de referências a filósofos e à mitologia grega e egípcia, Irene Pimentel afirmou que é necessário "fazer o luto" relativamente ao período do Estado Novo e que, neste momento, a investigação se centra na "perspectivação e hierarquização da informação".
A laureada reconheceu que "há um desfasamento entre a história e a memória dos portugueses", mas que estes, apesar de algumas tentativas "de dourar o passado", não gostariam de voltar "a ter um chefe forte".
A investigadora afirmou que "o esquecimento faz parte da memória" e referiu que a musa grega da história, Clio, é filha de Mnemósine, deusa da memória, e "os seus objectivos eram tentar tratar os problemas traumáticos".

"Escrever história é livrarmo-nos do passado infeliz na medida em que, ao fazer o luto do passado, o trabalho da história preserva a memória e contribui para transformá-la num memória pacificadora e justa, condição de uma relação actuante com o presente e o futuro, bem como uma solidariedade entre as gerações", sublinhou Irene Flunser Pimentel.

 

Publicado por João Tunes às 00:50
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PASSAGEM POR HOTEL DE LUXO

O Hotel situa-se bem à direita mas o serviço de posts é de primeira. Quando assim é, torna-se difícil resistir ao charme indiscreto da burguesia. Pelo que foi com todo o gosto que aceitei a guarida oferecida a este plebeu laico, republicano e socialista (*). Para mais, irresistível com … aquela passadeira.

 

---

 

(*) - O post agora publicado no "Corta Fitas" já havia sido editado aqui. Trata-se, portanto, de um texto com dupla publicação, conforme foi acordado com o "corta-fiteiro" Pedro Correia.

 

Publicado por João Tunes às 00:28
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