Sábado, 7 de Abril de 2007

PETIÇÃO CAMARÁRIA

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Sabia que a confusão abunda na Câmara Municipal de Lisboa, onde o caos espreita. Agora o que não esperava é, não sendo eu munícipe de Lisboa sequer, cidade que me limito a apreciar do outro lado do rio e mantendo-lhe as devidas distâncias, um cartaz removido da Praça Marquês de Pombal atravessasse o rio a e se plantasse aqui. Terão as arrecadações cheias de tralhas e tricas camarárias e atiram ao rio os ditos e risos que lhes agradam menos que o ridículo do eterno túnel que teima em não mostrar a luz ao fundo?

 

Não removo o cartaz por me faltarem funcionários todo-o-terreno, com carecas artificiais, de braço estendido e calçando botas da tropa para utilizar nessa função. Fica a CML notificada para o vir aqui buscar. Espero deferimento. 

Publicado por João Tunes às 13:20
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HIPÓTESE PARA DESAFORO INOCENTE

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Aproveitem bem a pausa pascal.

Publicado por João Tunes às 01:52
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BUFARIA

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Nunca se sabe qual a denúncia que sopra do informador para o agente de serviço ou vice-versa. Agora, fiquei a saber que, na blogo-Lubianka, os ficheiros acusam-me de “branqueamento do que foi o Estado Novo”:

 

“Em vários blogs (Kontratempos, Arrastão, Água Lisa) surgiram textos – na sua maioria escritos com ligeireza e pouca densidade analítica – com uma postura de maior ou menor branqueamento do que foi o Estado Novo.”

Publicado por João Tunes às 01:34
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PERDOA-LHES ADRIANO, E … CANTA!

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Adriano Correia de Oliveira, se vivo e continuando a cantar, teria agora feito 65 anos. Tendo-nos deixado cedo, apenas com 40 anos de idade, ficam os registos de memória e da sua voz única numa carreira marcante de um talento excepcional posto ao serviço assumido do canto e da esquerda militante. Por exemplo, a admiração por Manuel Alegre, o Manuel Alegre do grito contra o fascismo e da esperança socialista, o conhecimento difundido da sua poesia, é impensável sem a voz de Adriano. Essa voz que, junto com Zeca Afonso, mas por outra via melódica, regenerou o canto coimbrão, subvertendo-o de tal forma que fê-lo libertar-se do passadismo provinciano e bafiento do romantismo serôdio de estudantes fardados de frades que, libertos do celibato mas não da mesada, mostravam uma ansiedade incontrolada para cumprir a caça doutoral a míticas beirãs tricanas disponíveis para, via um ritual de namoro casamenteiro de “gata borralheira” (que a maior parte das vezes se ficava pelo simbólico), ascenderem socialmente. E o “salto” de Zeca e Adriano, a metamorfose do datado fado coimbrão, de que só lhe sobrou a sonoridade e o timbre romântico, foi absolutamente radical, levando-o, transfigurado, para o canto usado como uma arma militante e revolucionária, primeiro contra o fascismo, depois para cavalgar a utopia socialista (em Zeca, mais próximo do esquerdismo libertário pró-anarco-sindicalista; em Adriano, no caminho dos milagres do Partido). Num caso e noutro, distinguindo-os de tanta fancaria que lhes fez companhia fugaz, dois enormes e diferentes talentos que valem, como património musical, acima e além das encadernações das causas que serviram. Zeca, com o seu canto como obra de talento “total” em que permanentemente reinventou os sons e os poemas e pesquisou novos caminhos e incorporando vivências que têm dentro Portugal e Áfica (Moçambique). Adriano, remetendo-se a cantar, dando voz aos poetas, sobretudo Alegre, os transmuta com uma expressão melódica fabulosa e única e os torna indissociáveis da sua voz e canto. Quem conheceu, conhece e se dá ao tédio de querer conhecer Coimbra, amaldiçoada ao peso medievo de uma Universidade solene, provinciana e atávica, saberá dar o devido valor às excepcionalidades espantosas dos cantos de Zeca e Adriano, devendo usar como “cábula” imprescindível, para superar espantos, o conhecimento das crises académicas de 1962 e 1969, esses tremendos e fascinantes marcos de anacronismos revolucionários (a transformação de estudantes saloios amantes da praxe e da bebedeira em lutadores valentes e criativos contra o fascismo só pode ombrear com o paradoxo do 25 de Abril em que oficiais militares colonialistas se transformaram em oficiais antifascistas e depois em oficiais anticapitalistas, num caso e noutro a deverem muito, em dívidas das fantásticas metamorfoses, a Zeca e a Adriano).

 

Navegando por aí, encontrei dois interessantes depoimentos sobre Adriano Correia de Oliveira e a efeméride em curso. Um, é um post de M.C.R. que revela um conhecimento saudoso de um companheirismo fraterno que os uniu e caldeou nos tempos de Coimbra. E que aborda um aspecto tabu da carreira artística de Adriano, a do pós-25 de Abril, sobretudo a fase precedente do seu falecimento. Diz M.C.R.:

 

Com o 25 de Abril, a carreira dele estava ao mesmo tempo traçada e destraçada. Num primeiro momento, o Adriano e a sua voz alentavam as forças políticas que ele abnegada e graciosamente servira. Depois...depois o Adriano começou a duvidar. Não da esquerda onde sempre esteve, mas daquela especial esquerda dogmática e contumaz que à força de excluir se foi excluindo da vida política e cultural do país. O Adriano foi lentamente perdendo a aura de herói e grande cantor popular para cair no poceirão dos esquecidos ou dos expulsos.”

(…)

“Convém dizer que corria contra o Adriano uma torpe insinuação de origem claramente política mas que se reflectia no aspecto profissional: que ele estava alcoolizado em último grau, que perdera a voz, que não cumpria os compromissos, etc...etc...”

 

Nunca tendo conhecido pessoalmente Adriano, confirmo que, na última fase do cantor, este se tornara uma espécie de “cantor maldito” nas suas (e minhas) fileiras partidárias. Era considerado um caso de “decadência pessoal”, um bêbado a esquecer (com a “vantagem” de que quanto menos cantasse Adriano menos se cantava Manuel Alegre, o “poeta traidor” que lhe estava agarrado à pele do canto).  

 

José Sucena dá-nos outra versão (mais conforme com a hagiografia apropriadora e a técnica da calúnia disfarçada):

 

“Pôs a sua casa à disposição do Partido onde se fariam várias reuniões de camaradas clandestinos, alguns dos quais lá estiveram por curtos períodos escondidos da PIDE. De entre eles, um pelo menos, disso se esqueceu quando, já céptico, não prestou a ajuda de que o Adriano precisava.”

“Chegada a liberdade, cantou com o seu Partido, o Partido Comunista Português, em tudo o que era sítio, com condições e sem condições, em pavilhões e ao ar livre, em cidades, vilas e aldeias, para multidões ou para poucas pessoas em que sobressai, entre algumas outras, uma sessão da campanha eleitoral de 1976 numa aldeia do concelho de Viseu, em que cantou em cima de um carro de bois, ao ar livre e sem instalação sonora, para um reduzido número de pessoas que o receberam de forma hostil, mas que soube acalmar e criar as condições para que o cabeça de lista pudesse intervir.”
”Homem de partido, militante incansável e de uma disponibilidade total, forte de convicções, afável e recto, o Adriano voltou a passar por Águeda, num sábado de manhã, a caminho do Barreiro onde foi cantar numa iniciativa do Partido. No sábado seguinte, 16 de Outubro de 1982, partiu. Mas ficou connosco.”

 

Nesta outra versão de efeméride, repare-se como se silenciam todas as infâmias cometidas contra Adriano pela sua tribo partidária, dando-lhe uma auréola de militante exemplar segundo todos os cânones, relançando-se a lama, cobardemente, sobre um sujeito não nomeado e simplesmente aludido, segundo a arte da calúnia estalinista, como “um pelo menos, disso se esqueceu quando, já céptico, não prestou a ajuda de que o Adriano precisava”. O que demonstra que um “céptico” atirado ao vento que passa dá sempre jeito inestimável para limpar lama acumulada dentro de casa.

 

Infelizmente, Adriano já não vive, tendo partido muito cedo. Felizmente, Adriano canta. E cantará.

Publicado por João Tunes às 00:27
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Terça-feira, 3 de Abril de 2007

O CRIME E O SILÊNCIO

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Um livro, a passar despercebido, editado pela “Teorema” (*), remete-nos para a reflexão oportuna sobre a profundidade da cumplicidade política e os limites quanto ao seu preço. Ou seja, o preço de consciência do “esquecer” patifarias em nome dos interesses “maiores” no pragmatismo da conquista de objectivos políticos pré-determinados.

 

O caso tratado, o assassínio criminoso e sem fundamento (a mando dos esbirros da NKVD soviética) de um jovem intelectual espanhol, José Robles, defensor da República contra a insurreição de Franco, foi um dos muitos episódios em que a sanha paranóica de Estaline espalhou sombras de crime nas hostes que defendiam a República espanhola contra o fascismo franquista, pela obsessão sanguinária de descobrir e eliminar “espiões” e “traidores” entre os apoiantes, inventando-os se necessário. O que deu notoriedade ao “caso José Robles”, impedindo que ele caísse no esquecimento absoluto, foram as tomadas de posição divergentes de dois romancistas americanos célebres e ambos apoiantes da República – John Dos Passos e Ernest Hemingway, marcando definitivamente o futuro da relação entre estes dois intelectuais, amigos até então. Enquanto para Hemingway, o “episódio” (o crime!) era para ser silenciado para “não prejudicar” a causa republicana, Dos Passos não se resignou por entender que uma causa em que os seus crimes têm de ser esquecidos não é causa que se mereça. Dos Passos pagou, depois, um preço alto pela sua teimosia em aclarar o crime contra José Robles e ajudar os seus familiares, sujeitando-se ao ostracismo da esquerda alinhada e militante, transformando-se em “escritor maldito” entre a sua família política (a "esquerda americana"). Passou ao opróbrio, entre a “esquerda pela república e contra o fascismo”, por valorizar um pretenso “crime acidental” e dando flanco aos "maus da fita" (os franquistas). Hemingway demoraria algum tempo mais para se desencantar como “companheiro de jornada” e não mais se libertaria das marcas da perfídia estalinista em que tinha colaborado.

 

Ao fim e ao cabo, em maior ou menor dimensão, as questões levantadas por este livro são velhas e sempre actuais: qual o preço de um silêncio perante o erro e o crime? que limite tem o que se pode silenciar por mor da causa sem perturbar a consciência? uma causa pode ser nobre nos objectivos movendo-se nos meandros da mentira e da perfídia? Ou seja, uma reflexão que está para durar.

 

(*) – “Enterrar os mortos”, Ignacio Martínez de Pisón, Editorial Teorema

 

Imagem: Foto de José Robles, ilustre intelectual espanhol e republicano antifascista [traduziu algumas das mais importantes obras literárias mundiais para castelhano, deu aulas de literatura hispânica em universidades americanas, colaborou no Gabinete de Imprensa Estrangeira pela República contra Franco, aprisionado por “traição” (nunca provada nem fundamentada) foi fuzilado secretamente na região de Valência, o seu crime nunca foi assumido e o corpo nunca foi encontrado]

 

Publicado por João Tunes às 16:30
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MORATINOS E AS “DAMAS DE BLANCO”

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O ministro dos negócios estrangeiros espanhol, Miguel Ángel Moratinos, está em visita oficial a Cuba. O governo cubano já disse que está disponível para discutir os “direitos humanos” com Espanha mas não com a União Europeia. Saberemos, em breve, o resultado desta discriminação positiva da ditadura cubana para com o governo de Zapatero. E se ele consegue algo pelas centenas de prisioneiros políticos cubanos. Esse foi o pedido expresso pelas “Damas de Blanco”. Ou se a contemporização de Zapatero para com o regime de Cuba não passa de uma mera e cínica expressão de salvaguarda de negócios (a Espanha é, entre os países da UE, o principal parceiro comercial de Cuba). Deseja-se que, politicamente e no campo da defesa da democracia e das liberdades, Zapatero lide melhor, e menos ingenuamente, com Cuba do que, internamente, consegue fazer com os assassinos etarras.

 

Imagem: As “Damas de Blanco” numa marcha em Havana para exigirem a libertação dos seus familiares e prisioneiros de consciência.

Publicado por João Tunes às 15:39
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PRAXE PARA PRIMEIRO EMPREGO

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850.000 novos empregados japoneses, vestidos a preceito (fato escuro e gravata), cumpriram a praxe habitual nesta abertura do ano fiscal no Japão. Nuns casos, cantaram o Hipo da Companhia, noutros cumpriram outras praxes cometidas aos caloiros no mercado do trabalho. No caso da imagem, engraxaram diligentemente os sapatos aos seus primeiros chefes. Excelente e claríssimo símbolo este de como progredir numa carreira profissional rápida e bem sucedida: polir o lustro aos sapatos do chefe. Para começar e para nunca esquecer.

Publicado por João Tunes às 15:24
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CUBA LABORAL

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Esta reportagem de “El País” sobre a nova legislação laboral entrada em vigor em 1 de Abril em Cuba, é reveladora do estado a que chegou a sociedade cubana e é um exemplo da inacção e desleixo que caracterizam o “compromisso social” que sustenta, enquanto suporta até ao limite da sobrevivência à beira da implosão, as práticas do “socialismo científico”.   

 

No (pouco) gosto pelo trabalho e na (in)disciplina para com os deveres laborais, estão os únicos escapes de transgressão em que os cidadãos se podem dedicar a violar os ditames do regime de ditadura, pressupondo todos que, trabalhando ou não, as carências são iguais. Com péssimos transportes, pior habitação e saneamento, escassez de géneros alimentares, sujeitos a frequentes cortes de energia, mal pagos, sem sindicalismo reivindicativo permitido, a dedicação ao trabalho, o profissionalismo, é coisa para tontos. O panorama geral, bem geral por teoricamente não haver desemprego, é a chegada tardia aos empregos, saída mais cedo para arranjar transporte para casa, as pausas prolongadas (para uma bebida e tratar de “assuntos pessoais”) e o abuso de certificados médicos para doenças inventadas.

 

Desde 1 de Abril, pela força de uma nova lei laboral e detalhados regulamentos, tudo “vai mudar” em Cuba. O horário de trabalho vai ser alargado para 8 horas diárias e 44 semanais e há toda uma série de novos regulamentos e punições para reprimir a “falta de dedicação ao trabalho”. É da regra que, em sociedades fechadas, quando a sociedade se desmotiva desce de cima uma onda de leis e regulamentos. Os “burocratas da revolução”, quando falham na “engenharia social”, puxam das leis. Os erros são sempre das massas populares. E os Sindicatos são coisas de sociedades capitalistas, a usar antes e para a revolução, passando a inutilidade quando os trabalhadores “chegam ao poder”, tão ao poder que têm de ser obrigados a trabalhar.

Publicado por João Tunes às 13:15
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UMA COMUNIDADE CATÓLICA FACE A UM CARDEAL ARCEBISPO

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A comunidade católica de San Carlos Borromeo em Vallecas (Madrid) (ver aqui), decidiu, em Assembleia (foto na imagem), tomar posse das chaves da sua igreja como resposta às ordens do Cardeal e Arcebispo de Madrid, António Rouco Varela, de “reconversão” do espaço como forma de impedir a continuação da acção de três padres, Enrique de Castro, Pepe Diaz e Javier Baeza, dedicados à ajuda a desvalidos e à recuperação de marginais e inserção de imigrantes (a quem a hierarquia eclesiástica aponta os "crimes teológicos" de dizerem missa em trajes comuns e terem substituído as hóstias por biscoitos).

 

O grito de revolta de um dos padres contestados pelo Cardeal Arcebispo é revelador: “porque não permitem que a nossa Igreja seja dos pobres, quando há uma enorme quantidade de Igrejas dos outros sectores sociais?”. E o significado maior é ele ouvir-se aqui, na próspera Europa em crise, soando, como soa, a grito vindo da paupérrima América Latina. Sinal que as manchas de pobreza, o alargamento da exclusão social, o fosso cavado entre os muito ricos e os muito pobres, esse fruto do neo-liberalismo desenfreado e do alastramento da imigração clandestina e em massa, é hoje um “problema europeu”. Tão europeu que aproxima a voz da revolta dos católicos pobres, incluindo alguns padres que teimam em não excluírem os mais pobres da Igreja, das portas do Vaticano.

 

No momento em que a escória neo-fascista cresce em arrogância e agressividade, usando a pobreza e a imigração como motivo para desenvolver maus instintos na exclusão dos “outros”, enquanto a nomenklatura da Igreja Católica permanece atávica na ostentação e poder, nas formas tradicionais de caridade ritualista e se vira para dentro a multiplicar peregrinações, beatos e santos, é um sinal de consolo que haja, no seu interior, quem resista, quem diga não.

Publicado por João Tunes às 12:27
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

ANÁLISE FECUNDA

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Leia-se este primor de análise política de quem não está a dizer, não sabe, não é cientista político, mas está muito mais optimista com a hipótese de ganhar:

 

Não estou a dizer que estejamos em véspera de queda do Governo e certamente (a não ser que haja uma grande escandaleira e mesmo assim...) a legislatura será completada, mas não tenho dúvidas que os socialistas estão em queda entre a opinião pública e que os últimos casos (da Ota, da situação económica estagnada, das dúvidas sobre o curso do primeiro-ministro, da saúde, do Allgarve, etc) foram muito mal geridos pelos governantes e tiveram impacto negativo nos eleitores. É suficiente para a oposição ganhar as próximas eleições? Não sei, não sou cientista político. Mas não me venham dizer que hoje o PS teria maioria absoluta, porque me parece evidente que não, e estou muito mais optimista com a hipótese do PSD ganhar as próximas eleições.

 

Politicamente, a blogosfera está a ficar cada vez mais lúdica. Quase suficiente para supor que Luis Delgado anda, encoberto em vários nick name, por aí e sem se incomodar em vestir-se de ridículo.

Publicado por João Tunes às 23:58
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TRÊS PADRES FACE A UM CARDEAL ARCEBISPO

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O que podem três padres católicos (Enrique de Castro, Pepe Díaz e Javier Baeza), párocos na paróquia de San Carlos Borromeo em Vallecas (Madrid) contra um Cardeal e Arcebispo de Madrid (António Rouco Varela)? Para terem mais poder, seria necessário que a Igreja deste quarteto em disputa fosse uma mesma, a dos pobres e desprotegidos, dos mais carenciados da escala social. Mas o mais provável é que continue a predominar o mando da ortodoxia e dos rituais cristalizados. Do Vaticano até Vallecas, passando pelo mundo.

Publicado por João Tunes às 18:01
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Domingo, 1 de Abril de 2007

A CADEIRA QUE (nos) FALTA

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Independentemente de ter assistido às aulas, ter estudado e ter tido aproveitamento avaliado, a prática, que é aquilo para que serve a teoria, incluindo a de natureza académica, no caso uma prática pública, absolve os formalismos académicos associados à qualidade de licenciado em engenharia civil atribuída pela Universidade Independente a José Sócrates.

 

Vejamos, em contributo para o juízo do júri público acerca da forma como Sócrates tem exercido os seus mandatos como líder do PS e primeiro-ministro:

 

- Análise de Estruturas: Aprovado. Alguém chega a Secretário-Geral do PS sem analisar com mestria o estado e as inclinações das estruturas locais e regionais do PS?

 

- Betão (armado e pré-esforçado): Aprovado. Não há hipótese de haver primeiro-ministro que não seja perito em betão. No mínimo, não conseguia entender-se com a Associação Nacional de Municípios.

 

- Estruturas Especiais: Aprovado. Pela quantidade de assessores e ainda ter nomeado um Secretariado Geral de todas as polícias na sua dependência directa.

 

- Inglês Técnico: Aprovado. Por ser uma necessidade básica para a próxima presidência da UE.

 

- Projecto e Dissertação: Aqui vamos por partes, com uma aprovação e um chumbo clamoroso. Em “Dissertação”: distinção com louvor (basta a forma como arrasa mensalmente as oposições nos debates parlamentares). Quanto a “Projecto”, a ausência de ter lido sequer uns parcos apontamentos sobre a matéria, é gritante. Mesmo que cabulassse, nota-se à légua que não meteu pé em qualquer aula ou disso alguma vez tivesse tido vontade.

 

Estude “Projecto”, Engenheiro Sócrates, e dê-nos uma luzinha sobre o que quer para este país além do défice. Então, nós, bom povo português, damos-lhe o “canudo”, em forma de utilidade pública, e a chicana morre já.  

Publicado por João Tunes às 12:21
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