Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

COERÊNCIA FÉRTIL-ETÁRIA

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Revelador que, consoante diminui a probabilidade da ocorrência da gravidez (da votante ou da companheira do votante), aumenta o número dos adeptos de se enfiar na prisão as mulheres que abortem. Afinal, uma tradução corruptela de um conhecido princípio: “faz com que outras paguem por aquilo que já não podes fazer”?

“Os indicadores por idade revelam que a maioria dos adeptos do "sim" à despenalização do aborto se encontra na faixa etária dos 18/34 anos. É neste escalão que o barómetro regista que 69% dos inquiridos concordam com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, contra 22% que não concordam e um por cento que não sabe ou não responde.”

”Os números favoráveis ao "sim" começam a descer à medida que se avança na escala etária. No intervalo dos 35/54 anos, o número de adeptos do "sim" já desce para 57% e o dos favoráveis ao "não" sobe para 32%. Os indecisos também aumentam para 11 por cento.”

”É entre os maiores de 55 anos que o "não" ganha e há maior percentagem de indecisos. 45% não concordam com a despenalização, 37% concordam e há 18% de indecisos.”

 

(do barómetro Marktest)


Publicado por João Tunes às 14:08
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BI-PECADO

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Aqui:

 

1 – abandonar a missa; 2 – acender um cigarro.

Publicado por João Tunes às 11:09
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

A INCRÍVEL E ÚTIL MEMÓRIA DE EDMUNSO PEDRO

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Não tinha necessariamente que coincidir: um homem singular escrever um livro de memórias singular. Mas é o caso deste (*) primeiro volume, cobrindo o período que vai da infância até à saída de Edmundo Pedro do Campo de Concentração do Tarrafal, no imediato pós-guerra mundial e com 27 anos de idade. Assim, o período abrangido por estas “memórias” inclui não só a sua infância revolucionária (começou-a mais a saga das prisões, com 14 anos) como a adolescência e a primeira fase da vida adulta, em que o substancial se desenrolou como prisioneiro do Tarrafal para onde entrou com 17 e saiu com 27 anos! Logo aqui, ressalta a primeira grande odisseia especial, a sua vivência dramática de criança-adolescente combatente contra a ditadura, pelo comunismo e com uma personalidade formada na clandestinidade e na prisão. Abrangendo o seu período de “crente” no marxismo-leninismo da primeira metade do século XX (o mesmo que enformou Pavel, Bento Gonçalves e Cunhal, entre tantos mais). Porque a decepção só viria a seguir.

 

Um aspecto interessantíssimo do livro é a recriação que Edmundo Pedro faz, agora e aos 88 anos de idade, das formas sucessivas como se inspirou e interiorizou o fanatismo por um modelo revolucionário radical, como se suportava nele para suportar provações extremas e imunizar-se relativamente a todas as evidências dos absurdos, perversões e desmandos da prática e das referências do seu serviço ideológico. Conseguindo alcançar este desiderato com uma espantosa e clara reelaboração da apreensão das certezas, balizas e limites. Aliás, descontando algumas ligeiras adaptações, ainda hoje se mantém a mesma receita de formatação para se chegar ao altar da imunidade fanática comunista, essa transformação, parafraseando Júlio Cortazar, do militante político no “homem crustáceo”, o da gabada coerência absoluta (bem expressa, por exemplo, no culto mítico por Cunhal de praticamente toda a sociedade portuguesa), aquele em que todo o mundo pode desfazer-se em cacos, todas as evidências mostrarem o crime debaixo da mentira, que não arredará um pé para o caminho da dúvida ou da interrogação, porque se vestiu com a imunidade fanática de uma carapaça que o liberta da dúvida, do cotejo e da reflexão, trocando tudo isso pela tranquilidade de possuir uma certeza revelada. Para mais, tratando-se de um renegado, Edmundo Pedro faz esse re-percurso com uma limpidez e honestidade intelectual sem máculas, procedendo a um oportuníssimo ensaio psicológico sobre o “homem marxista-leninista” (formato que a Internacional Comunista, sob a batuta de Stalin, espalhou por todo o mundo e de que ainda agora se vão encontrando umas suas abencerragens aqui e acolá, incluindo em Portugal).

 

O retrato repressivo do Estado Novo, quando este copiava, no que podia adaptar, Hitler e Mussolini, sobretudo bem expresso na perfídia maior do Campo do Tarrafal, é não só impressivo como detalhado até ao âmago dos limites do cinismo e do sadismo de que o salazarismo foi capaz de conciliar com a sua fórmula própria de “fascismo nacionalista-clerical”.

 

Expondo-se na sua humanidade sofrida, Edmundo Pedro não reserva, neste livro, todos os holofotes para si. Ele dá luz suficiente para retratos únicos, com interessantes contributos biográficos, sobre um conjunto de figuras marcantes da história revolucionária portuguesa e que o marcaram. São os casos de Pavel e de Bento Gonçalves, lideres proeminentes do PCP e que ainda hoje são mantidos numa penumbra construída para que não incomodem o lugar único histórico atribuído pelo PCP a Álvaro Cunhal, numa decisão propagandística deliberada de, ali e por ali, se prestar um culto único e absoluto com missa a um único deus no altar. Mas a figura mais revelada por Edmundo Pedro, tanto ou mais que ele próprio, é o seu próprio pai, Gabriel Pedro, quiçá o mais aventureiro, corajoso, emotivo, rebelde, indisciplinado e truculento entre todos os revolucionários comunistas clandestinos de todos os tempos, com toda uma vida dedicada à revolução comunista e à devoção pela União Soviética (que nunca conheceu mas amou sobre tudo na terra). Gabriel Pedro, fiel militante comunista que assim morreu antes do 25 de Abril, era não só um disponível entusiasta para todas as ousadias (com 70 anos de idade, foi o mais importante operacional da acção da ARA em que foi colocada, pelo lado do rio, uma bomba no navio “Cunene” que, carregado com armamento para a guerra colonial, sofreu uma devastadora explosão), como um rebelde perante as afrontas (foi o prisioneiro mais castigado no Tarrafal) e um homem frontal a expor as suas ideias e pensamentos, inclusivé perante o seu partido (o que lhe valeu vários afastamentos, suspensões e expulsões) mas com profundos desequilíbrios emocionais e incapaz de viver fora do enquadramento do seu partido. E é assim que se entende que, preenchendo Gabriel Pedro todos os requisitos e mais alguns para ter lugar de destaque no martiriológio e na galeria dos revolucionários notáveis e lendários do movimento operário e do PCP, ainda seja um incómodo para o partido a que dedicou toda a vida. Como Edmundo Pedro revela e denuncia, o PCP não omite Gabriel Pedro quando não pode, tendo-lhe dado o nome a um Largo em Almada e pouco mais. E, inclusive, as memórias que Gabriel Pedro escreveu antes do 25 de Abril e pouco antes de morrer, ele que morreu militante comunista destacado, estão apreendidas e na posse de um guardião da ortodoxia estalinista (Domingos Abrantes), sem direito a serem reveladas nem publicadas (total ou parcialmente). Decerto pela razão única de os escritos de memória de Gabriel Pedro não se encaixarem nos cânones do militante obediente, acrítico e bajulador, o protótipo do “bom camarada” e “fiel discípulo de Cunhal”. Sem direito sequer a que sejam lidas pelo próprio filho. Invocando-se o argumento de que as memórias escritas por Gabriel Pedro são “património do partido”. No caso: património dos seus silêncios e pelo perigo subversivo de demonstrar que, mesmo entre revolucionários, cada homem e cada mulher são seres únicos e diferentes entre si.

 

Espera-se que Edmundo Pedro tenha vida e saúde para continuar a publicação das suas memórias. Depois deste volume sobre a sua experiência de fidelidade comunista, não deixará de ser de muito interesse conhecer a sua versão sobre a sua vida e porquês de renegado (que não o impediu de voltar ao combate contra o fascismo e à prisão). E trata-se de um renegado especial. Com uma lucidez incrível e excelente memória, destemido e com uma enorme capacidade de escrita, Edmundo Pedro cometeu o pecado maior do renegado – após o 25 de Abril e enquanto dirigente do PS, andou em movimento de armas para o combate violento pela democracia e contra a imposição de uma ditadura comunista (o que o levou, em democracia, ao regresso à prisão). Ou seja, segundo os cânones das suas origens políticas, ao serviço da contra-revolução, do capital e da reacção. Aguardemos.

 

 

(*)“Memórias, um combate pela liberdade”, Edmundo Pedro, Editora Âncora, com prefácio de Mário Soares e posfácio de Fernando Rosas.

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Adenda: Este post foi transcrito, após autorização, pelo Passado/Presente. Mais uma vez, fico grato pela consideração.

Publicado por João Tunes às 19:46
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Sobras de Ceia...

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Publicado por João Tunes às 18:18
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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

O DELÍRIO ESPANHOL

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A não perder a leitura deste artigo de Antonio Muñoz Molina, uma das vozes mais lúcidas entre os intelectuais da Península.

Publicado por João Tunes às 12:16
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COMEÇOU O CULTO POR RAUL

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A fotografia (um estudante encarregado de levar a fotografia de Raul Castro numa manifestação encomendada e realizada ontem em Havana para comemorar o aniversário do nascimento de José Marti) confirma que as tiranias não dispensam o culto ao tirano em exercício.

 

Se já andam a passear as fotografias de Raul, o sinal é que a saúde do mano não ameaça melhoria.

Publicado por João Tunes às 12:01
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INCRÉU SEMANTICAMENTE CONVERSO

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João Vasconcelos Costa deu-nos uma aula sucinta sobre a semântica distribuível pelos sub-grupos dos não religiosos. Tudo bem explicado e fundamentado. Tanto e tão bem que aqui declaro, para os devidos efeitos, que, a partir deste momento, integro o grupo dos Incréus. Assim, pelo menos, já tenho companhia para a missa. De quem escreve assim:

 

Numa nota recente, declarei-me não crente. Mais genuinamente, ao falar arcaico das minhas ilhas, talvez passe a escrever incréu. Mas porque não escrevi ateu ou agnóstico, coisas mais correntes e a dispensar duas palavras? Na minha mistura de formação científica e de gosto humanístico, lido com as palavras com alguma complexidade. Do lado científico, o rigor, do lado humanístico, a carga afectiva.

Ateu é bom exemplo. Cientificamente, com o significado óbvio de (a =) sem um (theos =) deus, é-me perfeitamente aceitável como caracterização pessoal, o "sem" é neutro, não é nem pró nem contra. No entanto, eu literato não gosto, porque o termo está muito conotado com proselitismo de sentido contrário, que não perfilho. Ateu, em muitos casos, melhor seria dito antiteu, coisa que não sou. Vivo perfeitamente sem a necessidade da existência de um deus, vivo até melhor, porque toda a minha filosofia e ética não têm a desculpa de qualquer misericórdia ou perdão divino, o que me torna muito mais exigente comigo mesmo mas também, quando o consigo, muito mais feliz do que se estivesse a responder a um deus, como menino de escola. Mas como posso ser ateu, no sentido vulgar de quem sabe sem margem para dúvidas de que não há um deus? Não posso provar isso, muito menos combater quem crê.

Neste sentido, devia declarar-me agnóstico. Cientificamente, indiscutível. Tudo o que fica para além da minha capacidade de conhecimento racional entra na bruma da incerteza agnóstica. Sou agnóstico em relação a uma eventual crença num outro universo, paralelo ao nosso. Sou agnóstico em relação a uma civilização que habita uma bolha no interior da Lua. Sou agnóstico em relação à consciência do "eu" do meu gato. Mas vem o humanista dizer-me a mim próprio que não gosta do termo porque, apesar de perfeitamente entendível por quem tem formação científica e mentalidade racional, a sua conotação é um pouco pejorativa, a de uma pessoa que não tem coragem para se declarar ateu.

Por tudo isto, tratem-me de incréu (ou "não crente", como escrevi). Mesmo assim, com alguma nuance, porque, de certa forma, existe um deus. Existem as línguas, existem as culturas, existem as morais, existem os amores e os ódios, existem paixões e compaixões, existem grandezas e misérias humanas. Então não existe também, na mente, na afectividade, na humanidade individual de milhões de pessoas, o seu deus, embora com variados retratos? Nada do que é humano nos pode ser estranho. Todos os homens são nossos irmãos. Se os meus irmãos têm um pai deus, eu não sou obrigado a aceitar que também seja meu pai, mas, digamos, tenho de admitir que é meu tio.

Publicado por João Tunes às 11:43
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

PEQUENOS PORTUGUESES

Nos que votam para os “Grandes Portugueses”, há quem queira ver os pequenos portugueses a voltarem a estar assim:

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Enquanto outros gostariam que passassem a andar assim:

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Publicado por João Tunes às 23:54
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COPIANÇO EM LEIRIA

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Indecente que a malta de Leiria tenha dado em copiar a gloriosa rapaziada da Tapadinha.

Publicado por João Tunes às 23:34
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P’RÁ CINZA DA BEATA

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Se, como li nos jornais, «lesões numa área do cérebro fazem perder a vontade de fumar», concluo que tenho a cachimónia toda em perfeita ordem. Foi assim que, pela primeira vez, no café onde “mato o bicho” e leio o jornal, me senti mais saudável que a fracção dos não fumadores que comigo partilham a vizinhança nos princípios das manhãs e que se deviam andar a gabar entre si, antes de lerem o jornal de hoje, que iriam comemorar reforços de saúde e longevidade quando vissem passar o meu funeral.  

Publicado por João Tunes às 22:52
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EM TEMPO DE GRIPES

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(ou uma versão sobre a maior das tragédias: a do homem, sempre fraco, a depender da mulher, a sempre forte)

 

 

Pachos na testa, terço na mão,

Uma botija, chá de limão,

Zaragatoas, vinho com mel,

Três aspirinas, creme na pele

Grito de medo, chamo a mulher.

Ai Lurdes que vou morrer.

Mede-me a febre, olha-me a goela,

Cala os miúdos, fecha a janela,

Não quero canja, nem a salada,

Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.

Se tu sonhasses como me sinto,

Já vejo a morte nunca te minto,

Já vejo o inferno, chamas, diabos,

Anjos estranhos, cornos e rabos,

Vejo demónios nas suas danças

Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo

Ai Lurdes, Lurdes fica comigo

Não é o pingo de uma torneira,

Põe-me a Santinha à cabeceira,

Compõe-me a colcha,

Fala ao prior,

Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,

Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.

Faz-me tisana e pão de ló,

Não te levantes que fico só,

Aqui sózinho a apodrecer,

Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

 

(letra de António Lobo Antunes, música e canto de Vitorino)

 

(roubado daqui)

Publicado por João Tunes às 22:18
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CUBA LIVRE

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Há Cuba onde não manda a pata da opressão, não se passa o tempo a construir hotéis para turistas estrangeiros e prisões para os de dentro e em que não se espera e desespera até que o ditador morra, angustiando-se o futuro. Há Cuba livre. Em nós, no Alentejo. É questão de apanhar o comboio e descer aqui.

 

Imagem: foto de João Fialho.

Publicado por João Tunes às 21:46
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DUAS BOAS ACHAS PARA O DEBATE, SOBRE O DEBATE

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Entre o muito que se tem lido sobre o próximo referendo, estão aqui e aqui os que, até agora, se me apresentam como os mais equilibrados, sensatos e serenos.

 

Falar assim, discutir assim, conversar assim, é outra loiça.

Publicado por João Tunes às 18:08
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SALAMANCA AINDA PREFERE FRANCO A UNAMUNO

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Pelos votos do PP no Município, que não discutiu a proposta socialista de revogar os títulos honoríficos, limitando-se a votar contra e inviabilizá-la sem sequer se justificar, o ditador Francisco Franco continua a ser “Presidente de Câmara honorífico e perpétuo” de Salamanca e a manter a Medalha de Ouro daquela cidade espanhola. [notícia aqui]

 

Passados 30 anos após o início da “transição democrática” em Espanha, o PP não consegue ir além do mutismo relativamente à vergonha do longo passado opressivo da ditadura do nacional-catolicismo espanhol. O que é um sinal evidente que continua a incluir nas suas hostes uma parte importante da “saudade franquista” que quer conservar como suporte orgânico e eleitoral.

 

Desgraçadamente, ainda não foi desta que Salamanca optou pelo património intelectual e cívico de Miguel Unamuno em vez das amarras aos crimes de Franco. O que não retira uma letra à profecia de Unamuno atirada à cara dos legionários falanguistas que lhe conspurcaram a Universidade quando ele era seu reitor: “Vencereis mas não conseguireis convencer”. Antes, mantem toda a actualidade perante o silêncio de cumplicidade do PP.

 

Imagem: Franco a ser doutorado “honoris causa” pela Universidade de Salamanca, título que também lhe continua atribuído. Idêntico ao que a Universidade de Coimbra fez, e ainda não renegou, para com Salazar. 

Publicado por João Tunes às 17:36
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O PÂNICO DO FEMININO NO ESTADO NOVO

Excelente o texto de Miguel Cardina acerca da vigilância sobre o feminino pelas autoridades do Estado Novo.

 

Repare-se como Simone Beuavoir, em 1966, espalhava o pânico entre pides e censores neste relatório e despacho de proibição (*). À distância, esta manifestação do interdito pode parecer ridícula e apenas isso. Mas para quem viveu esses tempos de chumbo sobre as vidas e os costumes, um arrepio ainda passa pela nuca (o sítio do corpo onde cada um sentia concentrar-se um olhar inquisitorial de controle regimental).

 

-----------

(*)Transcrição do relatório da Censura na imagem:

“SIMONE DE BEAUVOIR, Não só a biografia panegírica desta escritora que tanto mal tem feito à gente do nosso tempo com as suas obras de índole malsã, mas também a transcrição de trechos de várias obras da mesma escritora já proibidas de circular no País por estes Serviços, levam-me a propor a proibição deste livro. O leitor, Joaquim Palhares”

Publicado por João Tunes às 12:29
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