Terça-feira, 26 de Dezembro de 2006

O BUSILIS

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Diz muito bem o João Abel Freitas:

 

“Há receio em falar dos empresários que temos e da sua qualidade. Mas não resta a mínima dúvida de que o maior estrangulamento do desenvolvimento económico do País está de facto, neles. Portugal tem poucos empresários capazes para enfrentar a dinâmica da economia dos dias de hoje. E quando se fala de qualificação educativa e profissional, há um certo pudor em dizer que se precisa de empresários qualificados, que saibam e entendam as actividades que desenvolvem e as saibam enquadrar estrategicamente nas dinâmicas de mercado e que entendam a cooperação entre si como uma mais valia. Toda a sociedade precisa de qualificação, mas os empresários são à distância os mais necessitados porque os menos qualificados.”

 

É que, como não são avaliados, não fazem greves nem manifestações, parece que a crise não nasce neles nem tem a ver com eles. Volta e meia lá querem mais apertos do Estado contra o Estado como dizem quando se juntam no “Compromisso Portugal”. Fora isso, nem aparecem nem crescem. Porque os males estão sempre nos que bulem, achando-se que bulem sempre pouco e mal.

Publicado por João Tunes às 22:47
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NEM FELIZ NEM INFORTUNADA

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Uma prova de sabedoria prospectiva-intencional-dialéctica com uma forte inspiração germânica aplicada ao Médio Oriente. Que, diga-se, pode ser que não tenha sido a mais feliz mas, dado o impasse, não é, admita-se, a mais infortunada:

 

A Palestina, para sair da grave crise em que se encontra mergulhada, precisa de um governo "à alemã", isto é, de uma grande coligação, entre Fatah e Hamas, que permita envidar os esforços necessários para o Estado palestiniano estabelecer-se e singrar. Para isso, são precisos passos no sentido da oportunidade e não no da desconfiança de ambos os lados da contenda. Passos estes, da desconfiança, que têm sido dados em excesso nestes últimos tempos.
Considero que a convocação de eleições não tenha sido a saída mais feliz, mas não é, também, admita-se, a mais infortunada, dado o impasse em que se encontra a Palestina.

 

Direi mesmo: Mestre Hegel não teria dito melhor. Quer dizer: não teria sido tão infortunado. Talvez fosse até, se assim dissesse, um Mestre feliz. Porque não teria o Karl a roer-lhe no idealismo. Ficava só a dialéctiva e pronto.

Publicado por João Tunes às 21:50
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SILOGISMO TURCÓFILO

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Desta nem o JPP, o mestre em silogismos, se lembraria:

 

“Há por cá muita gente a manifestar-se nestes dias pelo Natal e contra a Turquia, e alguma, menos, contra os festejos de Natal e pela Turquia. Também existe a corrente dos que são contra o Natal e contra a Turquia. Pois assumo-me pelo Natal e pela Turquia.” (DN de hoje)

Publicado por João Tunes às 21:29
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Sinais do Tempo

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E mais um Natal passou.

Publicado por João Tunes às 17:51
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FILHOS E ENTEADOS DA (IN)COERÊNCIA

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São muito comentadas, glosadas e sublinhadas as trajectórias de quem deslizou da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Uns ficando parados ao centro, outros indo de extremo a extremo. A Zita Seabra leva na cabeça por quase todos. Gozam-se os maoístas que só pararam no PPD. Merecem risos aqueles que, outrora demo-cristão, se aninham agora entre rosas. Enquanto aos inamovíveis, os de um único sol para toda a vida, têm direito a estátua dedicada á Santa Coerência.

 

Curiosamente, do gozo da infinda trajectória percorrida está sempre isento o Patriarca da Geopolítica, o venerado e venerando Professor Adriano Moreira. Que agora escreve assim sobre África. E, no entanto, umas décadas atrás, a mesma Magnífica Excelência foi ministro colonial de Salazar e assinou os decretos de reabertura do Campo de Concentração do Tarrafal (em Cabo Verde) e do Campo de Concentração de São Nicolau (Angola) para internamento, sob a forma de “fixação de residência” e por decisão administrativa da PIDE e dos governadores coloniais, de dezenas de milhares de independentistas africanos. Hoje, é uma trave mestra da opinião. Da mais coerente, diz-se.

Publicado por João Tunes às 15:42
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IGUALDADE E MEDICINA

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Cuba (também) é famosa pela excelência (excedentária) da sua medicina e dos cuidados de saúde. Tanto que a Ilha é o maior exportador mundial de médicos. Assim, os cubanos não só são hipersaudáveis como oferecem saúde nas sete partidas.

 

E quando tanta saúde local, confirmando que quantidade não é o mesmo que qualidade, não chega para um achaque mais difícil de um qualquer cidadão cubano, por mais anónimo que seja, e fazendo lustro dos 47 anos de edificação igualitária, o governo não hesita em fretar avião para importar um especialista mais especialista para debelar a maleita. Como prova este exemplo.

-------------

Adenda(ANTES ASSIM):

 

Se um médico espanhol o disse, está dito. Antes assim para os doentes transmontanos. Porque escusa o Dr. Besugo de ir a correr apanhar o próximo avião fretado.

   

Publicado por João Tunes às 12:36
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Sábado, 23 de Dezembro de 2006

ATÉ QUANDO?

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Para trezentas famílias cubanas, vai sobrar um talher na ceia de Natal. Pertencem aos presos políticos cuja liberdade é a das masmorras. Na Ilha-Prisão comandada por um ditador semi-moribundo, a das praias de boas férias.  

Publicado por João Tunes às 23:58
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JUSTIÇA NA MEMÓRIA

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Quando andamos todos habituados a zurzir na Justiça que temos, só se perdendo a maioria das pedras que caem no chão, é bom que não se esqueça:

 

- Todos os entorses, desleixos procurados e por incompetência de agora são luzinhas feias comparadas com o escuro da justiça do Estado Novo feita a mando de Salazar.

 

- Alguns, poucos mas demais, dos juízes que temos são os herdeiros da obra vergonhosa deste bando de malfeitores vestidos de toga: desembargador João António da Silva Caldeira, juízes e representantes do Ministério Público: Cardoso de Meneses, António de Almeida Moura, Correia Barreto, Arelo Manso, Morgado Florindo, Mesquita Abreu, Borges da Gama, Albuquerque Bettencourt, Furtado dos Santos, Antero Cardoso, Jesus Coelho, António Laranjo, Azevedo Soares, Pinto de Freitas, João Vieira de Castro, Morais Campilho, Fernando Lopes de Melo, Ilídio Bordalo Soares, Simões de Carvalho, Carlos Alberto Soares, Augusto Saudade e Silva, Bernardino de Sousa, Costa Saraiva, Serafim das Neves, João de Sá Alves Cortês, Guilherme Lourenço Pinheiro, Jorge Remísio Pereira Lopes, Cura Mariano, Emídio Beirão Pires da Cruz, Américo Góis Pinheiro, Fernando Pinto Gomes, João Figueiredo de Sousa, António Simões Ventura, Joaquim Rodrigues Gonçalves, Abel de Campos, Manuel Meneses Falcão e Gil Moreira dos Santos.

Publicado por João Tunes às 23:30
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MAIS UM NATAL SEM INGRID?

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Será pedir demais aos revolucionários profissionais aboletados na Soeiro Pereira Gomes, unidos monoliticamente à volta dos discursos do Comandante Chefe Jerónimo e a prepararem um ano novo que cante, que peçam aos amigos e camaradas de armas das FARC que respondam ao apelo dos filhos de Ingrid Betancourt? Vá lá, interrompam por um breve momento o programa da revolução e leiam esta carta:

 

Carta de los hijos de Ingrid Betancourt a las FARC

Nos llamamos Melanie y Lorenzo Delloye Betancourt. Somos los hijos de Ingrid Betancourt. Este año sera para nosotros la quinta navidad que pasamos sin nuestra madre, que ustedes tienen secuestrada, y hace ya más de tres años y medio que no tenemos ninguna prueba de vida de ella y de su amiga Clara Rojas, que demostró tanta valentía al acompañarla.

No somos los únicos familiares en esta situación. Cuántos hijos, cuantas madres y padres, esposas y esposos, esperan cada día alguna carta, algun video, una señal que les demuestre que su ser querido sigue con vida.

Nosotros, los familiares, hemos luchado con toda nuestra fuerza y con toda nuestra alma por un acuerdo humanitario, con la esperanza de volver a ver a los que amamos. Pero nuestra lucha la llevamos en la noche, en el silencio.

Seguimos luchando por los que amamos sin siquiera saber si siguen vivos. Porque ustedes nos niegan desde hace ya demasiado tiempo una verdadera prueba de vida.

Para esta navidad les pedimos que nos den una prueba de vida de nuestra madre Ingrid Betancourt, de Clara Rojas y de todos los secuestrados, de los cuales no ha habido pruebas de vida recientes.

A los medios de comunicacion en Colombia, como en el resto del mundo, les pedimos estar atentos y esperar con nosotros a que lleguen estas pruebas de vida para que podamos seguir nuestra lucha por la libertad.

 

[Post inspirado no Kontratempos e no Tugir]

Publicado por João Tunes às 22:50
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VOTO DE DESCOOPERAÇÃO ESTRATÉGICO-NATALÍCIA

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Desejo uma feliz consoada ao senhor primeiro ministro. Mas se a dita lhe findar menos bem com uma espinha oposicionista de bacalhau a ficar-lhe atravessada no olho fundeiro, aqui não peça, porque daqui não leva, a solidariedade que sempre dispensou. Em caso de emergência, deve dirigir-se a Belém onde mora, entre presépios, o seu amigo de ajuda maior.  

Publicado por João Tunes às 22:13
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NA FORMA DE MISSA DO GALO ATEU

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Gosto muito de ser nascido, educado, emancipado, recenseado e pagar impostos num país que é católico apostólico romano, tem a Imaculada Conceição como padroeira e as chagas de Cristo na bandeira, teve Cerejeira como Patriarca, foi dobrado durante décadas sob a pata pesada e sádica de um antigo seminarista, tem Fátima como cinco estrelas do turismo religioso mundial, lê e espanta-se de ensinamentos com as crónicas semanais de João César das Neves, deseja Feliz Natal aos familiares, amigos, colegas, conhecidos e vizinhos. E se gosto assim, ou mesmo assim, é porque nada disto escolhi e o ter nascido aqui é por mim aceite como a única ditadura legítima, a do berço.

 

Além desta religiosidade não pequena, o resto que se prende com a quadra passante é-me teatro. Que gosto porque adoro teatro. E por isso, só por isso, sou um tolerante máximo com os artifícios dos cenários, os papeis mal decorados, as rouquidões dos actores, as histerias dos encenadores, os fusíveis fundidos dos luminotécnicos, a falta de pilhas dos sonoplastas, a celulite da actriz saudosista, a braguilha aberta do actor distraído, as fífias dos pregadores, os toques impositivos da pancada de Moliére para chamar os rebanhos familiares aos redis dos rituais ensopados no paganismo das rabanadas e das prendas para a troca.

 

Um tolerante tem direito a, pelo menos, uma excepção. E, assim, aqui fica lavrado: a única coisa que me desgosta e irrita neste Natal é que um vizinho meu tenha decidido enforcar o Pai Natal (prova do crime na imagem). Que não é motivo suficiente para mudar de país de nascimento. Mesmo quando este é católico apostólico romano. Aqui restarei, pois, até às cinzas do crematório. Porque gosto das pessoas. Mais, muito mais, que de deuses.

 

Boas festas para todos. Agora e depois.

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Publicado por João Tunes às 20:16
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

DIA PASSADO COM DUAS ESPANHOLAS

Julgo que foi na terça feira passada que, com um pequeno intervalo pelo meio, ouvi e vi duas entrevistas a mulheres espanholas e jornalistas. Primeiro, ao fim da tarde, na TSF, Carlos Vaz Marque entrevistou Rosa Montero (também escritora) e depois, à noite, Ana Sousa Dias, na RTP 2, conversou com Pilar del Rio (também esposa de José Saramago). Cada entrevistador no seu estilo (ele desafiante, ela envolvente, os dois sempre profissionalmente preparados), ambos excelentes a permitir-nos ler o do outro lado da conversa. 

 

As fluências exuberantes com que uma e outra se exprimiram, os seus olhares desinibidos sobre o mundo e a sociedade, as marcas claras da emancipação feminina assumida vertebradamente, o riso de escárnio saudável sobre os tabus, demonstraram, como se tal fosse necessário, quanto vai longe a velha Espanha rançosa e machista e como ali se afirma, agora e irreversivelmente, a alegria extrovertida da modernidade encontrada. E, caindo no estereótipo comparativo, provaram às mulheres portuguesas, já próximas da interiorização de uma modernidade parecida, que só precisam de ganhar a mesma autoconfiança que elas exibem com toda a naturalidade para que a Península demonstre que, aqui, entre Atlântico, Mediterrâneo e Pirinéus, a ordem machista deu o berro.

 

E, no entanto, demonstrando que não há igualitarismo que floresça, que diferença entre estas duas mulheres! Quanta distância entre a fluência sábia e acutilante de Rosa Montero, envolvendo com uma afectividade de proximidade lúcida e com tolerância pensada, propondo permanentemente a aventura da descoberta, comparativamente à arrogância cabotina de Dona Pilar quando se mete no papel de “esposa de génio” e desenrola a cartilha dos dogmas com que partilha a sua visão do mundo, recheada de apostilhas e eloquência de radicalidade definitiva, valendo-se da fama marital como plataforma afirmativa. O que só prova como são diversos os caminhos de um mundo cada vez mais feminino.

 

É bom assim. Assistir a um mundo crescer com as mulheres soltas e a voarem com as suas asas. Mas tão diferentes que permitem e convidam às preferências e escolhas. As delas e as dos homens. Pelo menos nisto, o mundo está a ficar melhor. Sem ser necessário sair da Península. Assim, pela minha parte, obrigado às duas.

Publicado por João Tunes às 12:43
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DE BELÉM

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Faltou-lhes canela, mas marcharam. Desculpa lá, amigo Carlos.

Publicado por João Tunes às 00:07
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Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

POR BOCAGE PORQUE É NATAL

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Um blogo-companheiro que cita tantos outros, merece troco de maneira adequada. Avanço eu, transcrevendo-lhe o casto poema do grande Bocage que, em boa e certa época, o Tomás Vasques nos lembrou:

 

Levanta Alzira os olhos pudibunda
Para ver onde a mão lhe conduzia;
Vendo que nela a porra lhe metia
Fez-se mais do que o nácar rubicunda:

Toco o pentelho seu, toco a rotunda
Lisa bimba, onde Amor seu trono erguia;
Entretanto em desejos ardia,
Brando licor o pássaro lhe inunda:

C'o dedo a greta sua lhe coçava;
Ela, maquinalmente a mão movendo,
Docemente o caralho embalava:

"mais depressa" – lhe digo então morrendo,
Enquanto ela sinais do mesmo dava;
Mística pívia assim fomos comendo.

 

Direi mais: trata-se de um excelente inspiração para a época que sobre nós galopa. Que isto de rabanadas, bacalhau, prendinhas, família, boas-festas e cantos à virgem que pariu menino por ser presumida adversa à IVG, não pode ser todo o Natal. Há ainda a vida. E o prazer dela não pode depender só dos azeites dos reis magos. Muito menos daqueles com que se besuntam os seus súbditos, nós outros. Salvé Bocage!

Publicado por João Tunes às 23:46
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SIM, MAS COMO CIDADÃS E CIDADÃOS

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Há denúncias que sem a companhia da cidadania da reacção cívica responsabilizadora ou são patéticas ou transformam-se em lama atirada para o ar. Exemplo:
 
“Pelas minhas amigas (…) que em desespero de causa e de circunstância aceitaram praticar sexo com os ilustres clínicos que depois lhes fizeram as IVG”
 
Então isto escreve-se num blogue, assunto arrumado, a PJ e a Ordem dos Médicos não são para aqui chamadas, está dito, dito está, os "ilustres clínicos" que tomem, embrulhem e continuem, e Viva a Causa?
 
Pode ser que seja assim a nova moda apologética (e já vi igual e pior do outro lado das trincheiras), mas a companhia deste voto SIM no referendo de 11 de Fevereiro envergonha-me.
Publicado por João Tunes às 23:15
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João Tunes

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