Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Lembrando CANÇÃO (antes) OBRIGATÓRIA

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Publicado por João Tunes às 17:15
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CIMEIRA DE BADAJOZ

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E se calhar, vão jantar a Olivenza. Fazem bem. Come-se lá bem. Está-se bem. É Espanha. E como os “oliventinos” gostam de ser extremenhos e espanhóis!...

Publicado por João Tunes às 17:10
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HÁ DEFESA PARA CONTRATOS USADOS COM MÁ FÉ?

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O “caso Luísa Mesquita”, na forma como o vejo abordado por paladinos legalistas da “palavra dada e assinada”, espanta pelo seu desplante cínico (como exemplos, leia-se aqui e aqui; no primeiro caso com a estulta insinuação malévola de “oportunismo”, no último caso com um acrescento de cinismo assado no forno numa outra peça que foi adicionada).

 

De facto, a senhora deputada assinou um compromisso de ceder ao seu partido (traduza-se: à sua direcção) a gestão política do seu assento parlamentar. E, evidentemente, os contratos são para respeitar. Como é verdade que, até à bronca, a senhora deputada foi uma exaltada intérprete da linha de protesto radical, ilimitado e integralista do partido que a tinha seleccionado para se candidatar às lides parlamentares. E as fidelidades muito acentuadas permitem a extrapolação de que, quando se extrema a fidelidade, não há margem para queixas na gestão violenta do jogo de fidelidades, mesmo quando ela acaba num autoritário pontapé no rabo.

 

Mas um contrato, qualquer contrato, para ser válido e respeitável, tem de ser voluntário e assinado e usado com boa fé por ambas as partes. E um abuso, que mais não seja pela sua utilização discricionária, no uso do contrato, torna-o, moral e eticamente, nulo. A “falta de confiança política” ou a “desconfiança política”, desde que fundamentadas, são boas razões para declarar a nulidade deste tipo de contrato. Mas não há legalidade (para não falar de lealdade), mesmo que mínima, que suporte um despedimento sem a condição mínima de se informar o despedido sobre a causa. Pior, como foi o caso, ao invocarem-se razões abstractas (a “renovação”) acompanhadas de elogios à prestação político-parlamentar e ao rigor interpretativo na tradução da “linha do partido”. [copiado, a papel químico, do despejo de Carlos Sousa da presidência da Câmara de Setúbal] Muito pior, quando se reage à rebeldia com “penas” de transferências disciplinares em lugares nas Comissões Parlamentares. Nestas condições, obviamente que o contrato de fidelidade e disponibilidade que Luísa Mesquita assinou com o PCP, quando da sua candidatura, caducou de validade. Assim, invocá-lo, como fizeram os dois ilustres bloguistas atrás referidos, é um excesso de papismo.

 

Restam ainda os eleitores. É difícil garantir que o PCP ganhou a Câmara de Setúbal e que em Santarém elegeu um deputado, por mérito acrescentado, respectivamente, de Carlos Sousa e de Luísa Mesquita. E até se pode imaginar que os resultados seriam conseguidos quaisquer que fossem os candidatos, desde que se atribua aos eleitores de Setúbal e de Santarém que as suas fidelidades ao PCP são consistentes, indefectíveis e impessoais. Terão, lá no íntimo das suas convicções políticas e partidárias, feito um “contrato” vitalício de votarem PCP apenas por fidelidade à sua direcção. Mas então, siga-se a receita que Raimundo Narciso alvitra: os deputados a apresentarem-se sempre, não digo de burka mas de cara tapada e uma tabuleta ao peito com a identificação deputado 1, deputado 2... Assim quando o partido, e muito bem, quiser mudar muda. Muda só o que está por baixo da tabuleta e acaba-se a escandaleira.”

Publicado por João Tunes às 14:50
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HOJE TEM QUE SER, É OBRIGATÓRIO LEMBRÁ-LO

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"Poema da malta das naus"
Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.
 
Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.
 
Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das prais
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.
 
Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me a gengivas,
apodreci de escorbuto.
 
Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.
 
Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.
 
Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.
 
Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.
 
O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.
                    
António Gedeão in "Teatro do Mundo", 1958 
Publicado por João Tunes às 13:33
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ESTRANHO

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Mas porque raio ao PCP e à CGTP, este ano, lhes deu para comemorarem o “25 de Novembro”?

Publicado por João Tunes às 12:19
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COMO ENTENDER?

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A rua está enganada? Se é assim, já não é nada do que foi. E então, não vale a pena a classe operária andar a gastar as solas dos sapatos.

Publicado por João Tunes às 12:10
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MALDITA INCOMPETÊNCIA

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Partilho inteiramente o desabafo do Lutz. Para a MC, paciente à beira da impaciência, só posso enviar um abraço de esperança, comungando da revolta.

Publicado por João Tunes às 00:40
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SEXISMO COM BILHA

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O último anúncio às botijas de gás Pluma da Galp, batendo o record do sexismo mais rasca, avisa que está aí a desbunda publicitária. Daqui para a frente, vai ser sempre a abrir?

Publicado por João Tunes às 00:23
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

O PARTIDO CEBOLA

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O efeito sequencial das vagas de desencantos e purgas faz parte do processo de decantação estalinista de se aferirem e confirmarem fidelidades indiscutíveis e indiscutidas. Um sucedâneo das penitências religiosas em que se mortifica o corpo para garantir a purificação da alma. Num caso e noutro, a quinta essência do vigor e rigor do centralismo democrático, que é centralista porque em cima se decide e democrático porque em baixo se obedece.   

 

No processamento das erupções de lucidez e do basta ao desaforo, a percepção e revolta faz-se por camadas, garantido que está o hermetismo da apreciação e compreensão das medidas dos dirigentes, sempre tomadas em nome do sacrossanto e superior interesse do Partido. Numa fase, quando há uma segregação ou dissidência, o grosso da coluna mantem-se firme, fiel e indignada, participando no ritual condenatório da camada expelida. Segue-se outra camada saída do corpo antes conformista, acompanhada dos mesmos mecanismos centrífugos e centrípetos. E outra e outra. Uma espécie de cebola que se vai descascando.

 

Há tempos que já lá vão, tivemos a camada dos “seis”, a camada da “terceira via”, depois a camada “Carlos Brito, João Amaral, Edgar Coreia e companheiros”. Há pouco tempo, a cebola largou uma camada na Câmara em Setúbal, agora temos a camada “parlamentar”. A faca não tem nem terá descanso. E enquanto umas tantas lágrimas soltam-se com o ardor de cada corte da cebola, a faca não para de se rir porque julga que ao não parar de cortar a cebola, vai conseguir fazer uma sopa de abóbora marxista-leninista.

Publicado por João Tunes às 23:52
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SALAZARISMO ALÉM DOS MITOS

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O tempo leva à simplificação e ao mito. A distância relativamente ao anterior regime (ditatorial), com a maioria da população activa e interventiva nascida ou tornada adulta posteriormente e em regime democrático, dificulta não só a percepção do que era a realidade do país sob Salazar, como a descodificação do mito Salazar sofre dois impulsos nebulosos – o dos saudosistas que glorificam o ditador através de um quadro alegórico mistificado pela apologia, mais o da simplificação anti-salazarista que se esgota na diabolização do antigo seminarista alçado a décadas de mandante absoluto.

 

Na espuma do confronto surdo entre os dois tratamentos redutores do mito Salazar, surge a questão da definição do regime. Na banda do anti-salazarismo preguiçoso, o sujeito foi um chefe fascista tout court, ponto final. Pelo lado dos apologistas, com a ajuda dos neófitos do rigorismo, não houve fascismo em Portugal porque a ementa do “fascismo puro” (Itália e Mussolini, como modelos) aqui não foi servida na íntegra e então propõem outras gavetas de categorização em que a mais utilizada é a do autoritarismo conservador-nacionalista de matriz catolicista. E, afinal, uns e outros têm razão (parcial). O modelo político de referência do salazarismo (sobretudo depois da ascensão de Hitler ao poder e nitidamente após o início da guerra civil em Espanha) foi claramente o fascismo italiano. E foi esse modelo que moldou as instituições mestras do salazarismo (a saudação regimental "à romana", o culto do Chefe, as corporações, os sindicatos nacionais, as milícias Legião e Mocidade Portuguesa, a integração das mulheres, o figurino da polícia política, a censura, o aparelho burocrático e administrativo, a ajuda social aos pobres, o recurso às obras públicas para debelar o desemprego). Mas, sem dúvida, o nacionalismo serôdio, o tradicionalismo camponês e o atavismo colonial, estreitando horizontes de expansionismo imperial e de desenvolvimento, deram uma plasticidade ao regime autoritário que impediram uma imitação avançada do modelo italiano. Salazar apostou na constância da ignorância, do atraso e do ruralismo como molde de impor e manter os mecanismos de predomínio ditatorial. E serviu-se da religião católica como substrato de consolidação das imposições, dos medos e das obediências. Nestes aspectos, nesta plástica de país destinado a ser pobre mas compensando-se com a ilusão da eternidade do império colonial, a casinha arrumada, a aldeia, a cruz, a confissão, a hóstia, a missa, a procissão, a feira, a romaria, os foguetes, o jogo de futebol, a roupa pobre mas bem lavada e bem remendada, o saber ler, escrever e contar como medida de cultura suficiente, o tirar o chapéu ao senhor doutor, o recato, o receio da GNR e da PIDE, o racismo primário e contido, a desconfiança perante o desconhecido e os estrangeiros, a alergia surda e muda à vizinha Espanha, preenchiam os condimentos da liturgia de exaltação, identificação e obediência ao regime. Como modelo ruralista que o salazarismo foi, ele manifestou-se distante dos rituais dos impactos de massas e demonstrações de força e adesão, manifestados nas celebrações em grandes urbes, com que na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler se pretendia, e conseguia, galvanizar por dentro e impressionar e assustar o mundo exterior. No fundo, o que nos calhou em sorte foi, numa definição larga, um fascismo “à portuguesa”. Pequenino, rural, atrasado, com o padre no centro da continuidade e o polícia no ajuste dos carris.

 

Mas o grande factor que impediu que o modelo do salazarismo fosse mais “puro” no decalque do modelo fascista inspirador, bem como a política de relacionamento e alinhamento internacional, foi de ordem geo-estratégica. Se o impulso original do salazarismo foi o ruralismo pacóvio e clerical-católico, intrinsecamente anti-moderno, o poder de alinhamento com a reprodução do modelo fascista italiano que se lhe seguiu foi moderado pela necessidade de sobrevivência que passava pelo apoio britânico. Que, em contrapartida, acabou por ter a capacidade de manter o salazarismo na mediania dos seus impulsos centrípetos. Perante os apetites de Espanha, umas vezes para modificarem o regime português e outras para darem vara larga ao às pulsões anexionistas, e as ameaças para a continuação do impérios colonial, Salazar viveu intensamente com a necessidade de manter e avivar, hora a hora, a aliança anglo-portuguesa. Sem a Inglaterra, Portugal não tinha capacidade de se defender de Espanha. Sem a Inglaterra, Portugal não tinha capacidade de defender as colónias. Sem a aliança com a Inglaterra, a própria Inglaterra tendia não só a querer apoderar-se das colónias portuguesas como a negociá-las como moeda de troca nos jogos de repartição colonial com outras grandes potências (nomeadamente, com a Alemanha). Pela parte da Inglaterra, esta nunca achou que os portugueses merecessem mais que o salazarismo, servindo-lhe perfeitamente como pequena fortaleza de impedimento à influência soviética na Península, por isso não o hostilizou, procurando que não caísse na órbita das influências da França, da Alemanha (nazi) e da Itália (fascista). E se Salazar geriu a aliança com a Inglaterra em permanente aflição, disfarçada com grandes doses de manha, típica do subordinado necessitado, os governos ingleses viram-nos sobretudo como peça que lhes interessava nas suas rotas marítimas e pelo seu anticomunismo radical. O compromisso assentava em que a ditadura portuguesa fosse uma sopa para se comer fria, sem sabor mas sem risco de escaldar a língua. E terá sido também isso. Com o preço de ter metido Portugal a andar de carroça e de que ainda se ouve o chiar das rodas gastas.

 

O livro recentemente editado pela “Dom Quixote” da autoria de Valentim Alexandre (*), contribui para uma visão polifacetada da génese ideológica e da evolução política do salazarismo na sua fase de identificação programática e de inserção no cenário internacional. Leitura a não perder. Pelo seu rigor, metodologia e fundamentação sobre a formação da essência ideológica do salazarismo. Mais complexo que as reduções correntes querem fazer crer. Ou seja, útil para ver além do mito.

 

(*) – “O Roubo das Almas – Salazar, a Igreja e os totalitarismos (1930-1939)”, Ed. Dom Quixote, Valentim Alexandre

 

Imagem – Assim se ensinava Salazar aos jovens.

Publicado por João Tunes às 17:04
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NOTA DE CULPA SOBRE A RAIVA IRRITADA DOS PROPAGANDISTAS

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Beliscar no panegírico de um sucesso anunciado e obrigatório, mesmo que deprimente por patético, dá direito a um arraial de pancadaria verbal. Como este: (bolds nossos)

 

Se dúvidas houvesse sobre a importância e o significado do Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, recentemente realizado em Lisboa, elas seriam liminarmente desfeitas com as reacções que o referido Encontro desencadeou.
Lendo e ouvindo os comentários dos habituais propagandistas de serviço, é fácil apercebermo-nos da raiva que exala das prosas por eles vertidas. É fácil apercebermo-nos de quanto a realização do Encontro os irritou. E é fácil perceber as razões de tamanha irritação.
Na verdade, este Encontro sai dos esquemas mentais em que estão encerrados os minúsculos cérebros dos referidos propagandistas. O que eles sabem e têm por tarefa repetir (tarefa que se presume ser paga e bem paga) é o que lhes disseram para dizer: que «o comunismo morreu», que os partidos comunistas «deixaram de existir», que «o capitalismo é o fim da história». E daqui não saem. Nem podem sair, sob pena de serem despedidos, com justa causa, por falta injustificada e por incapacidade profissional.
E é este peso de responsabilidade que, quando a realidade lhes fura o esquema – neste caso uma realidade traduzida na reunião de 63 partidos que, a crer no que eles dizem, não existem... - os faz perder a cabeça e lhes provoca ataques de raiva como aqueles a que acabámos de assistir. Raivas que, como lemos e ouvimos, não trazem novidades: os propagandistas repetiram tudo o que vêm dizendo desde que são propagandistas. Para além disso, e por dever solidário, citaram-se uns aos outros, elogiaram-se uns aos outros, e ficaram satisfeitíssimos com as citações e com os elogios.”

 

Agora imagine-se se o “Avante” fosse jornal único do partido único. Não era caso para dar pouco labor à polícia transformar este editorial numa nota de culpa?

Publicado por João Tunes às 13:40
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A Diva no Royal Albert Hall

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Por onde passa, canta e encanta. Como podia ser diferente?

Publicado por João Tunes às 13:08
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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

NEO TROPA

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Antes, a tropa saía à rua quando havia revolução, parada ou estado de sítio. Como assim, a tropa vir amanhã de passeata pelas avenidas só para reivindicar?

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Adenda pós-manif:

Os militares passeantes que se manifestam assim:

“Alguns dos participantes na acção passearam pelo Rossio misturando-se com os transeuntes e concentraram-se frente à Pastelaria Suíça, enquanto outros circulam observando as montras das lojas daquela praça histórica de Lisboa.”

(…)

“«Não estou a manifestar-me, estou a passear. Não são os chefes militares que me impedem de passear», disse um deles, primeiro-tenente da Armada no activo.”

demonstram que carecem das qualidades mínimas do militar por opção e profissão. Os que se fardam com seriedade sabem que a frontalidade, lealdade e coragem fazem as partes mínimas da condição militar. Estes valentões de bolo na mão e olhar distraído para gabardina exposta na montra, a disfarçar a operação, têm o mérito adequado a passarem à “peluda”. Depois, despida a farda e os galões, sirvam então o partido do protesto. É que não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Esse foi para restituir a dignidade às Forças Armadas.

Publicado por João Tunes às 23:10
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DESCENDEMOS DELES MAS NÃO SOMOS ELES

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“Segundo a página de ciências do "Público" de hoje, parece que os chimpanzés preferem fêmeas mais velhas, ao contrário dos humanos, que as querem novas. Por aqui nenhuma novidade evolutiva: é por isso que uns são macacos e os outros não.
Ainda assim, intrigou-me o relato científico que assegura que os macacos se põem em frente às tais macacas velhotas, enquanto as olham fixamente exibindo um pénis erecto. Será isto possível num encontro sexual entre um homem de 30 e uma tia de 50? Talvez, se o moço for zuca da cabeça e a matrona dada às artes da hipnose; ou uma iniciada tardia, crente nas virtudes do controlo remoto.”

 

(transcrito daqui)

Publicado por João Tunes às 22:39
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PARA CRÉDITO ANTOLÓGICO DO NÃO

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“como toda a gente sabe, quando se obriga uma grávida a levar a gravidez a termo e a ter a criança ela fica muito agradecida e arrependida e cheia de remorsos por algum dia ter querido abortar. chora muito e pede muito perdão e há até casos em que se lança aos pés de quem não a deixou abortar, nomeadamente os professores doutores e lhes diz, com a voz a tremer, 'ainda bem que a lei e os senhores doutores não me deixaram decidir', e depois vai-se embora muito contente na sua humildade de pessoa que reconhece não ter qualquer tino, para criar a criança que não queria, num momento de loucura -- só podia ser loucura -- ter.”

 

(texto integral aqui)

Publicado por João Tunes às 22:00
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