Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

NA ÍNDIA, COM CHARME E FLORES

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Seria um estulto egoísmo nacionalista os portugueses beneficiarem em exclusivo da benção do charme político de Jerónimo de Sousa. Felizmente, o Líder não pensa assim. Em perfeita consonância com a matriz internacionalista da sua organização. Tanto que, recentemente, espraiou os seus dotes de simpatia sedutora pela Ásia numa memorável e impressiva visita à Índia. Os resultados foram exaltantes como se pode depreender da entrevista que deu, após regresso à luta lusa contra o governo direitista do PS, ao órgão oficial do partido que dirige.

 

Nesta entrevista, ficamos a saber que “esta deslocação foi resultado de um convite feito pelos dois partidos [Partido Comunista da Índia e Partido Comunista da Índia (Marxista)] ao PCP e ali teve uma recepção calorosa, em que, por exemplo, centenas de pessoas – militantes e simpatizantes do PCI e também do PCI(M) – nos aguardavam no aeroporto, cobrindo-nos de flores, de simpatia”.

 

Sacudidas as pétalas das flores e passado o rubor por tanta simpatia, Jerónimo constatou que “A Índia é um país com mil e cem milhões de habitantes. Em que se poderia dizer que existem duzentos milhões de ricos e muito ricos e novecentos milhões de pobres e extremamente pobres. O que de facto impressiona é a dimensão dessa pobreza que se verifica nas ruas dessas cidades.”

 

Complexo, mas não indecifrável, terá sido, depois, o entendimento dos paradoxos políticos que levam os dois PC’s indianos hospedeiros, no desiderato de uma divisão social “duzentos milhões / novecentos milhões”, serem (ambos) uma base de apoio político do governo indiano em funções (dirigido pelo grande partido burguês – o Partido do Congresso). Mas como Jerónimo não desarma perante qualquer complexidade dialéctica, ele entendeu bem a posição dos seus camaradas indianos: “Aos comunistas [indianos] colocou-se a questão, não de um apoio explícito ao governo do Partido do Congresso, mas a definição de um programa mínimo. O que não obstaculiza a luta contra esse mesmo governo em termos de políticas económicas e sociais e particularmente no plano da política externa. (…) Portanto, esse foi o caminho escolhido pelos camaradas, tanto do PCI como do PCI(M).” Ou seja, um exemplo de praxis do contraditório. E que fará a alegria intelectual inspirada de António Vilarigues numa sua próxima aula de materialismos dialéctico e histórico a partir da cátedra de opinião que o jornal “Público” lhe concede.

 

Felizes os indianos. Muito bem empregue terá sido o investimento das muitas pétalas de flores com que acolheram o Líder. Nós também. Que mais não seja por esta espécie de “regresso à Índia”, esse velho sonho lusitano-saudosista. Agora com o verniz internacionalista.

 

O que Jerónimo não esclareceu, nem sobre isso o entrevistador do seu jornal se atreveu a questioná-lo, foi porque raio visitou a Índia a convite de dois (!) PC’s. Terão por lá um PC para os “duzentos milhões” e outro PC para os “novecentos milhões”? E se um se intitula "marxista" o outro é o quê?

Publicado por João Tunes às 23:36
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Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

FERIDAS COLONIAIS E ALHOS COM BOGALHOS

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Qualquer Estado de bem paga aos seus servidores. Independentemente dos serviços prestados desde que contratados. E se acumula uma dívida para com uma parte dos seus servidores, essa dívida não caduca e transmite-se de regime em regime.

 

Por vezes, os Estados compram mercenários, traidores, delatores para servirem os seus interesses. Mesmo assim, quem é eticamente responsável por este recurso, acima de todos, é o mandante. Como aconteceu quando o governo Gonzalez, em Espanha se serviu dos mercenários assassinos do GAL para combater a ETA. Se os assassinos do GAL seriam sempre e apenas assassinos, ao serviço do que fosse, é inadmissível que um governo minimamente decente contrate assassinos para servir os seus desígnios, colocando-se ao seu nível moral. Os países que usam Legiões Estrangeiras fazem um contrato com gente que os servem para se limpar de um passado não confessável. Mas o contrato, como qualquer contrato, é para ser cumprido pelas partes. Quem contrata e quem é contratado.

 

Durante a guerra colonial (1961-1974) em África, serviram o exército colonial milhares de africanos que, traindo os seus povos, matando os seus, combateram ao serviço dos colonos. Sobre o peso e a responsabilidade destas traições, o julgamento compete aos povos traídos. Se entenderem julgá-los. Mas o Estado português tem um dever irrenunciável de protecção para com estes seus conjunturais servidores, como para qualquer seu servidor. No caso particular da Guiné-Bissau, há muitos antigos combatentes locais pelo lado colonial que, após a descolonização, vivem situações dramáticas de, sendo rejeitados pela nova ordem, não beneficiam de qualquer protecção do Estado colonial que serviram (e que implicou arriscarem as suas vidas ao serviço de uma bandeira). É uma situação que urge ser reparada e que envergonha o país cujo Estado tarda a corrigir o abandono e miséria em que se encontra uma parte dos seus servidores. Todas as vozes que se levantem contra esta ignomínia do Estado português são úteis e necessárias. Pois há que exigir a sua correcção imediata.

 

No entanto, mesmo uma boa causa não está livre de ter maus argumentos de apologia. Que prejudicam mais a causa do que contribuem para a levar a bom porto. Por exemplo, o post em que o Jorge Neto (um blogue que não me tenho cansado de enaltecer por nos trazer impressivamente a realidade guineense sofrida e bem sofrida) comete, a meu ver, um erro histórico ao comparar os antigos combatentes guineenses do exército colonial português, lutando contra o seu povo e pelo colonialismo-fascismo, com os soldados africanos que combateram pela França Livre contra a barbárie nazi-fascista na II Guerra Mundial (!):

 

Portugal tem no gesto da França uma oportunidade de corrigir uma injustiça. É uma obrigação que deve aos seus antigos soldados coloniais, que ficaram esquecidos no mato e hoje vivem, grande parte, na miséria. Como disse Chirac frente aos seus ministros, “a França teve um acto de justiça e de reconhecimento para com todos aqueles que combateram sob a nossa bandeira. Devemo-lo a estes homens, que pagaram com o seu sangue, e aos seus filhos e netos, muitos dos quais são franceses.” Sócrates pode inspirar-se nestas palavras, para um dia não ter que dizer, como disse Villepin, que “a reparação da injustiça é [será] tardia.”.

 

Em desacordo com o despropósito da comparação, caro Jorge Neto. E alhos misturados com bogalhos só pode servir em mercado informal de causas marteladas. Não uma causa a merecer justa e urgente reparação dos danos de falta de cumprimento contratual, no caso por parte dos herdeiros do mandante dos crimes coloniais. E como Estado só há um...

Publicado por João Tunes às 23:58
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A HERANÇA DOS GEORGIANOS RUSSIFICADOS

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Estão quentes as relações entre a Rússia e a Geórgia. O que demonstra que não fáceis de remendar as sequelas deixadas pelo império soviético e, sobretudo, a reafirmação de grande potência por parte da Rússia à procura da sua grandeza perdida. Os velhos sentimentos (e ressentimentos) hegemónicos e de afirmação nacionalista centrífuga, deixados pelo rolo compressor da “unidade dos povos soviéticos” aí estão a demonstrar isso mesmo.

 

No caso da Geórgia, os factores de ressentimento talvez ali se entendam melhor que noutros lugares sovietizados para uma “felicidade” contranatura. Porque, a par da Ucrânia, terá sido a República que mais sofreu com a exterminação em massa do seu nacionalismo autonomista por via da incorporação internacionalista (de que uma parte importante foi penada pelos comunistas georgianos vistos do Kremlin como potenciais desviantes nacionalistas). E, paradoxalmente, a chacina bolchevique anti-georgiana foi liderada por dois georgianos (russificados e, talvez por isso mesmo, os mais implacáveis a matar georgianos) – Stalin e Beria (um comandante supremo do império, outro o chefe do KGB até Krutchov). A ironia histórica repetiu-se, depois, quando após a recuperação da independência da Geórgia, o primeiro líder da centrifugação georgiana foi Chevernaze (muito ovacionado quando delegado do PCUS a um Congresso do PCP), um dos rostos mais conhecidos e polémicos da perestroika gorbatcheviana e que, de maneira convulsiva, acabaria por tombar do poder nacionalista para que se transferira.

 

Pode-se dizer que não está fácil, hoje como ontem, ser vizinho próximo das muralhas do Kremlin. E Putin, o coronel politizado, não foi aluno saído da Academia de Béria?

 

Imagem: Foto dos tempos da amizade sangrenta entre dois georgianos russificados – Stalin estende a mão a Beria.

Publicado por João Tunes às 18:08
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HÁ UMA GERAÇÃO BLOGUE?

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Transcrevemos, com a devida vénia, uma reflexão de Mário Beja Santos, conhecido especialista em consumo e consumidores, sobre a blogosfera (a versão integral do texto pode ler-se aqui):

 

Primeiro, uma parte determinante do modo como vemos o mundo é hoje estranha às nossas experiências. Uma notícia da televisão não é comandável por nós e quando nos indignamos (…) é "por termos ouvido dizer". Antigamente também era assim (toda a mitologia nasce de uma narrativa de alguém que conta um conto e acrescenta um ponto).

Os media estabelecem a priori onde vão concentrar a atenção do público, o que pode levar um governo ou um gabinete de imprensa afecta ao governo a gerar factos novos que distraem a atenção dos diferentes públicos enquanto leis impopulares passam praticamente despercebidas. Um líder político pode fazer de manhã uma declaração bombástica que leva a reacções monumentais inesperadas, à noite dá parcialmente o dito por não dito, e no dia seguinte repõe uma parte da verdade, introduz elementos clarificadores e apresenta-se como vítima de interpretações soezes. Qualquer estudioso de comunicação conhece o elementar destas técnicas de manipulação.

Segundo, os blogues não têm nada a ver com esta realidade. Constituem o acesso mais simples e natural em que se oferece a um auditório uma partilha de opiniões e conhecimentos. (…) Ao contrário do negócio dos media, por detrás de cada blogue está um indivíduo e o seu ponto de vista específico sobre o mundo.

Quando fui entrevistado sobre a decisão do actual governo em liberalizar os locais de venda dos medicamentos não prescritos, no dia seguinte fui massacrado e elogiado em vários blogues. É essa a missão da blogosfera: cada um publica a sua opinião sob a forma de breve comentário, artigo ou mesmo ensaio. Lançado no digital, os outros bloguistas fazem acrescentos, comentam ou fazem links ou mandam mails. É um mecanismo espontâneo em que uns filtram os conteúdos, outros produzem material novo de acordo com o sistema de leitura.

Terceiro, o sistema bloguista é muito rico, pela generosidade que instala, pelo turbilhão de contactos que fomenta, pela abertura às regras de conversação e por ninguém mandar em ninguém. Eu um dia fui contactado (…), aderi à envolvência e a certa altura acordei comigo próprio em fazer família nesta sala de conversa em que conheço alguns e desconheço muitos, o que não tem importância nenhuma, pois temos estórias para contar e neste caso a História somos nós.

Atenção que a blogosfera não é inofensiva, como os acontecimentos do 11 de Março em Espanha o demonstraram. O bloguista conhece as potencialidades da Rede e as suas conexões: sms, chats, sistema de mensagens, blogues e os demais instrumentos de comunicação que nos conectam. Então não é verdade que um senhor em França garante que Osuma Bin Laden está morto porque viu em blogues que lhe merecem confiança? Este ponto remete-nos para a questão do capital cultural e a especialização a que chegou o blogue.

Imaginem vocês que ando à procura de uma edição do Monte dos Vendavais de Emily Brontë, com prefácio de Albert Camus, edição da Portugália, início dos anos 60. Este livro faz-me presentemente falta para outra conversa que estabeleço no blogue (…). Pois pode acontecer que outro bloguista generoso lance o apelo através de links ou mails e a certa altura me escreva e me diz assim: "Eh pá, não estejas num sufoco, tenho aqui o livro para te emprestar" (oxalá que isso acontecesse...).

Somos uma comunidade cognitiva mas também emotiva e confiamos que a nossa opinião precisa de ser efectivamente pública. No blogue, o que dizemos diz respeito a toda a colectividade, somos cúmplices na memória e na revisitação da nossa camaradagem. Mesmo que não escrevamos para o blogue, estamos dentro da atmosfera daquela sala e podemos dar o nosso palpite.(…)

Quarto, os blogues tendem para a perícia. (…)

Quinto, a blogosfera não é informação mas pode gerar informação. A partir do momento em que o bloguista é sujeito e discursa na praça pública onde gera alfabetização digital, a sua narrativa e os elementos que depõe podem ser, ou não, utilizados como jornalismo. Mas jornalismo e blogue são duas coisas distintas. Um jornal tem editor, fontes oficiais, reuniões diárias do corpo redactorial, é matutino, vespertino, hebdomadário. No blogue não é assim: eu não mando mas falo sempre por mim, sou eu a própria fonte de opinião e estou sempre motivado pela satisfação pessoal.

A mediaesfera (televisão, rádio, imprensa escrita...) pauta-se por regras de eficiência e age de acordo com os interesses económicos, a palavra remuneração tem o poder de uma alavanca. Nós aqui no blogue só recebemos a gratificação de nos sentarmos no anfiteatro e darmos os bons dias ou as boas noites. Somos indivíduos e não uma organização que deliberadamente vai mexer com a informação. Por isso, como diz Giuseppe Granieri, o blogue é uma nova aventura para o jornalismo.

Sexto, somos uma nova forma de participação popular, estamos juntos sem necessitar de exibir o nosso bilhete de identidade cultural: aqui não manda ninguém, chegámos por afecto, e se perdermos a transparência acontece-nos a pior das punições, que é o descrédito de ninguém nos prestar atenção. Como não se pode prever o futuro, é inútil fazermos prognósticos sobre o nosso lugar na Internet. Mas há depoimentos animadores. Ségolène Royal, que talvez venha a ser eleita Presidenta da República Francesa, escreveu um dia: "Levei toda a campanha eleitorial a fazer fóruns. Quando falamos com as pessoas, ao fim do dia estamos cansados mas cheios de ideias. Se continuamos a fazer política só entre nós, nunca chegaremos a nada". O nós também somos nós. De uma coisa estou certo: se os blogues evoluírem, nós (…) assentaremos acampamento numa outra esfera digital.

Publicado por João Tunes às 16:08
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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

O PRAZER NÃO PASSOU

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Por muito que o meu amigo Raimundo Narciso tenha dado uma “mão” publicitária à candidata Camila Kiss, ela não passou na contagem das urnas de voto. Não sei se isso foi bom ou mau para o Brasil e para os brasileiros. Só eles saberão. Mas nunca se deve esquecer que se a democracia não tem alternativa, nem sempre (ou quase nunca) é perfeita. Muito menos, coisa só boa. Assim, como se viu, o prazer espera por depois.

Publicado por João Tunes às 16:59
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JUSTIÇA COM MILITARES: RETENDO O ESSENCIAL

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Julgo que o impacto do aparentemente insólito caso do envolvimento de oficiais superiores e de civis num caso de eventual corrupção na compra de material para a Armada, não tem sublinhado o essencial: a mudança profunda havida na domínio da averiguação e do julgamento de militares.

 

Os militares beneficiaram, tradicional e longamente, daquilo que era a expressão mais descabelada de protecção corporativa em desigualdade flagrante perante a lei. No caso de serem suspeitos do cometimento de crimes, eram averiguados e instruídos pela Polícia Judiciária Militar, depois iam a julgamento em Tribunais Militares, cumprindo as penas em prisões militares. Ou seja, a justiça para militares era aplicada entre pares da corporação (*) e era “assunto de quartel”. Esta situação resultou, como sinal maior, em que normal era que um soldado, um sargento ou um oficial de baixíssima patente, se fossem prevaricadores, sofriam as consequências, mas há registo escasso quanto à prestação de contas por parte de oficiais de média e alta patente. De onde (admitindo que o crime, incluindo a corrupção, escolherá almas mas não patentes) é legítimo supor-se que, em tal sistema, a hierarquia funcionava como “posto” na prestação de contas perante o cumprimento dos deveres.

 

A introdução da universalização da acção da averiguação e da aplicação da justiça, com o fim da “especialização militar” (excepto, o que se compreende, quanto ao local do cumprimento de penas), é um factor não despiciente na aplicação do princípio da igualdade perante a lei e a justiça. Não será total nem absoluta, como tudo e em tudo, mas deduz-se que, desta forma, um coronel, um capitão-de-fragata, um general até, não se sentirá tão impune quanto antes por contar com inibições corporativas de enfrentar os altos galões.

 

No recente caso ocorrido na Armada, mais que bradar porque a corrupção contaminou as Forças Armadas (não há forma de isentar automaticamente um “corpo” e todos os seus “membros” da tentação pelo crime), há que saudar um primeiro caso notório de sucesso de colocar os militares na mira da investigação comum e do julgamento judicial comum. E, igualmente, do mesmo direito à presunção da inocência até julgamento. Como os restantes cidadãos. Resumindo, a nossa democracia pode andar meio coxa e devagar, particularmente no que toca à justiça, mas lá vai melhorando de alguns dos seus entorses.

 

(*) – A grande excepção, durante o regime fascista, em que a “justiça militar” abria mão da sua exclusividade justiceira era para com os “crimes políticos”. Nesses casos, os “militares dissidentes” eram passados à condição civil e entregues, para “procedimento”, aos "cuidados" da PIDE. Ou seja, a justiça militar só abria mão do seu corporativismo na hora do “trabalho sujo” para com os “políticos”.

Publicado por João Tunes às 16:33
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LULA EM SEGUNDA VOLTA

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Ou … quando o dinheiro não compra os votos necessários.

Publicado por João Tunes às 12:31
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ESTRANHA TURCOFILIA

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Ora aqui está um argumento bem armado favorável à adesão da Turquia à UE:

 

“A Turquia não é um pequeno país, é uma potência regional, com uma área de influência que se estende das repúblicas centro-asiáticas até à China. E, para além disso, entra para a UE um dos poucos exércitos credíveis existentes na Europa.”

 

Então será isso. Precisamos dos soldados turcos para que a Europa tenha um “exército credível”, género Guarda Pretoriana da economia e da democracia europeias. Para mais, além de credível, as Forças Armadas da Turquia têm uma excepcional experiência militar adquirida a lidarem com arménios, curdos e cipriotas.

 

Publicado por João Tunes às 12:23
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TÃO POBRES QUE NÃO CONSEGUEM SER CLANDESTINOS

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“Os jovens de Varela, no extremo noroeste de Guiné-Bissau, não querem ouvir falar da emigração clandestina para a Europa e, embora saibam que muitos africanos tentam dessa forma a sua sorte, afirmam que "isso é para os ricos".”

”"Nós aqui não temos nem dinheiro para comer, como poderíamos ter dinheiro para uma aventura dessas? Isso é tudo falso", afirma à Agência Lusa o jovem Omar Sambu, carpinteiro, pescador, comerciante e electricista, mas desempregado.”

”Extremamente pobres, falando entre eles em francês, uolof (idioma senegalês), felupe (ou njola, dialeto local) ou ainda em dialectos guineenses - poucos são os que falam português -, os moradores nem sorriem quando perguntados se Varela se tornou num dos pontos de partida para as novas rotas da imigração clandestina.”

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(Reportagem completa aqui onde cheguei via Jorge Neto)

Publicado por João Tunes às 12:03
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João Tunes

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