Domingo, 28 de Março de 2010

Depois do PEC e da vitória de Passos Coelho

 

No dia a seguir a ontem, resta-nos muito ou quase tudo: a vida, a esperança, o contraditório e a luta.

 

Igualmente, uma lembrança perene da Catedral a ferver em cânticos de alegria, mesmo servida pelo espectáculo de um jogo medíocre, o havido dentro das quatro linhas. Mas a que não faltou, segundo Mister Paciência, um “golo fortuito”, o suficiente para fazer cantar um povo vestido de vermelho vivo sem mangas lixiviadas e próprias dos que claudicam perante os desafios aos campeões. E que eu irmanei, como se fosse um puto na minha primeira manif, na enxurrada de alegria que desceu do estádio para a urbe e se prolongou ruas fora de Lisboa e todos os sítios onde batem os corações com sangue disponível a enviar para as veias, só podendo ser vermelho, inundando os corredores do Metro, esses canais de toupeiras e, por isso, os mais próprios para nos amainaram a emoção.

 

O PEC e Passos Coelho seguem hoje com a mudança da hora. Contra essa dupla desgraçada e desgraçante, Sócrates e Passos Coelho, dois filhos da jota, estaremos , mais tantos. Pelo que alguns podem meter no congelador as teorias dos que, usando caixa automática na sequência de mudanças de sentenças, ligam a paixão popular pelo futebol à manivela da alienação, apenas porque estão amarrados a um dogma snob e bem bebido de antifascismo serôdio, o dos 3 F.   

Publicado por João Tunes às 00:59
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1 comentário:
De Draguinho a 29 de Março de 2010 às 15:35
O algodão não engana.
O slb joga bem, é bonito de ver e merece ser campeão (até ver). Não necessitava para nada da mancha negra que Ricardo Costa - não o emigrante na Alemanha - andou por aí a pintar em conferências de imprensa excessivamente pornográficas. Nem sei que detergente conseguirá limpá-la.

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